{"id":1586,"date":"2025-07-18T23:17:20","date_gmt":"2025-07-19T02:17:20","guid":{"rendered":"https:\/\/arddhu.me\/?p=1586"},"modified":"2025-07-19T12:04:30","modified_gmt":"2025-07-19T15:04:30","slug":"o-obsessor-no-caminho-igneo-do-bodisatva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arddhu.me\/en\/o-obsessor-no-caminho-igneo-do-bodisatva\/","title":{"rendered":"O obsessor no caminho \u00edgneo do Bodisatva"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">(inveja)<\/h2>\n\n\n\n<p>&#8211; Estou avisando, temos pouco tempo para sair daqui \u2013 Mehal tentou dissuadir a captora com um tom seco e severo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; N\u00e3o acredito em voc\u00ea, sou eu com a arma apontada ent\u00e3o eu dou as ordens e avisos. \u2013 Declarou a voz feminina que o segurava por quase 5 minutos ali parado e de bra\u00e7os para o ar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; V\u00ea, no horizonte long\u00ednquo, onde o fogo cai do c\u00e9u? L\u00e1, onde estaria a Asa-9 Sul? A essa hora os moradores j\u00e1 devem ter virado est\u00e1tuas. De dentro para fora, respirando poeira das cargas pirocl\u00e1sticas lan\u00e7adas pelas nuvens, o que aspiraram virou cimento dentro de seus pulm\u00f5es. \u2013 Mehal usou um tom mon\u00f3tono para descrever a cena.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Em menos de 2 horas seremos n\u00f3s e a perspectiva de ser pela eternidade uma est\u00e1tua de bra\u00e7os na cabe\u00e7a n\u00e3o me agrada nem um pouco. Decida-se logo! \u2013 Pressionou a mulher com vigor tentando for\u00e7ar uma invers\u00e3o dos pap\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Me d\u00ea um motivo para acreditar em voc\u00ea, apenas um. \u2013 A voz feminina n\u00e3o hesitava por um segundo, mantinha-se firme ditando as regras do jogo e fez um clique, denunciando que agora a arma estava engatilhada.<\/p>\n\n\n\n<p>Mehal levantou ainda mais os bra\u00e7os lentamente, demonstrando que n\u00e3o faria movimentos bruscos, esticou o direito arrega\u00e7ando a manga do outro.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&#8211; Um Bodisatva&#8230; \u2013 A voz feminina vacilou pela primeira vez ao ver os glifos talhados e pintados pelo bra\u00e7o \u2013 Mas continue parado, isso&#8230; Isso n\u00e3o muda nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele permaneceu im\u00f3vel por mais algum tempo enquanto ouvia a voz feminina cochichando aparentemente sozinha. Com o sil\u00eancio, sentiu pela primeira vez a presen\u00e7a de&nbsp;uma segunda pessoa, ela estava se movimentando enquanto ele&nbsp;permanecia&nbsp;parado.<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a&nbsp;se aproximou fora de seu campo de vis\u00e3o, tocou seu bra\u00e7o examinando as depress\u00f5es da marca dos Bodisatvas com dedos finos, pequenos e delicados, provavelmente de uma crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais alguns segundos a m\u00e3o passeou pelo desenho como se precisasse de completa certeza de que eram verdadeiros, em seguida, se afastou em passos apressados. A desconfian\u00e7a de que fosse uma crian\u00e7a acabou, restava apenas certeza.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O sil\u00eancio foi quebrado com o barulho de algo grande e pesado caindo no ch\u00e3o, Mehal ouviu e desconfiou que n\u00e3o era um bom sinal, enquanto come\u00e7ava a pensar nas possibilidades ouviu:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&#8211; Perdoe-me senhor, eu jamais poderia imaginar&#8230; um Bodisatva em minha mira, jamais pensei&nbsp;que veria um ao vivo, perdoe-me. \u2013 O tom da voz feminina mudara completamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Mehal arriscou abaixar os bra\u00e7os e se virou. Viu pela primeira vez sua ex-captora,&nbsp;ajoelhada e com a cabe\u00e7a encostando-se ao ch\u00e3o em rever\u00eancia, com o rifle largado de qualquer jeito ao seu lado. Ela era branca como leite e n\u00e3o muito bonita, faltava carne em seu corpo e seu rosto tinha as marcas severas do tempo. Do outro lado, estava um menino levemente mais corado, com o mesmo cabelo negro espetado e que devia ser irm\u00e3o dela.<\/p>\n\n\n\n<p>Colocou sua mochila de volta nas costas e se aproximou de ambos, devolvendo a arma a ela e levantando-os:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; O que eu disse agora a pouco \u00e9 verdade, n\u00e3o foi um artif\u00edcio para engan\u00e1-los. Fujam o quanto antes, para o mais longe que puderem, peguem apenas o que for estritamente necess\u00e1rio e corram para fora do eixo da Asa Sul, ou, se quiserem permanecer nela, ultrapassem a Asa-12 Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; N\u00e3o olhem para tr\u00e1s, n\u00e3o d\u00eaem explica\u00e7\u00f5es em excesso, a tempestade est\u00e1 exatamente h\u00e1 2 horas, come\u00e7a na Asa Sul-central e alcan\u00e7ar\u00e1 a Asa 12 eliminando todas as vidas humanas que estiverem nesse trajeto.<\/p>\n\n\n\n<p>As palavras de um Bodisatva tinham um valor inexplic\u00e1vel desde os acontecimentos que transformaram o mundo e obedec\u00ea-las,&nbsp;rapidamente e sem questionamentos,&nbsp;provara ser algo s\u00e1bio. Por esse motivo a mulher se levantou colocando&nbsp;a arma e uma bolsa nas costas, tomou a crian\u00e7a no colo e saiu correndo sem sequer se despedir.<\/p>\n\n\n\n<p>Mehal viu que ela investia toda sua for\u00e7a e energia naquela corrida para salvar sua vida e a daquela crian\u00e7a. Ele desejou sorte a ela e orou em sil\u00eancio, para que seu aviso aumentasse as chances de sobreviv\u00eancia de ambos. Olhou novamente para tr\u00e1s, avistou a chuva \u00edgnea e agradeceu em sil\u00eancio ao cosmo pela oportunidade que tivera na Asa-9 sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazia pouco mais de uma semana que estivera no setor, encontrara l\u00e1 um templo itinerante dos Herboristas-Divinos e deles recebeu uma sess\u00e3o de Iboruasca peridural. Uma viagem transcendental que durou por longas e prazerosas 28 horas, o tempo exato de um dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Gra\u00e7as \u00e0quela sess\u00e3o ele conseguiu alcan\u00e7ar os reinos dourados, invadiu a corte dos Animais-Deuses que sequer notaram sua presen\u00e7a e l\u00e1 descobriu sobre a tempestade \u00edgnea libertada por dem\u00f4nios que logo castigaria os rebeldes do eixo da Asa Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sinais prof\u00e9ticos lidos&nbsp;meses antes no vidro e na rocha estavam certos, algo irritara profundamente os dem\u00f4nios. Mas os sinais n\u00e3o tinham deixado claro que os irritados fossem os Gregoraquinianos, a casta mais poderosa e controladora da realidade, cuja origem ningu\u00e9m conseguira explicar at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabia que, desde seu retorno da imers\u00e3o et\u00e9rica, estava sendo ca\u00e7ado pelos asseclas dos controladores. Enquanto corria, mesmo sendo um Bodisatva, uma emana\u00e7\u00e3o da sabedoria e do poder, estava sujeito \u00e0s maldi\u00e7\u00f5es que estavam reservadas aos que ousavam&nbsp;at\u00e9 mesmo perscrutar os meandros dos fios que compunham os planos dos malditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Agradecia estar vivo aos Herboristas-Divinos, mas n\u00e3o podia deixar pensar qu\u00e3o \u00fatil teria sido ser agraciado por um dos Xam\u00e3s dos V8. Ao menos teria certeza de que conseguiria fugir a tempo da linha de destrui\u00e7\u00e3o que estava em seu encal\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Respirou fundo sentindo o aroma de chuva no ar e se recomp\u00f4s, esperava que a mulher e a crian\u00e7a conseguissem avisar muitas pessoas. Quanto a ele, apenas podia continuar correndo pela Asa Sul e informando tamb\u00e9m o m\u00e1ximo de pessoas que conseguisse.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;<\/p>\n\n\n\n<p>Mal cruzara os limites da Asa-12 Sul chegando a Terriscura quando a chuva de fogo finalmente alcan\u00e7ou a se\u00e7\u00e3o da Asa. Ela come\u00e7ara lentamente e logo os ru\u00eddos das chamas se iniciaram. Mehal&nbsp;se sentou e assistiu ao festival de beleza torpe que era aquele fen\u00f4meno, sabia que os malditos Gregoraquinianos&nbsp;certamente tiveram uma grande margem de sucesso em seu plano.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo sendo um Bodisativa, por onde andou foi considerado louco por muitas pessoas, e tendo de provar sua raz\u00e3o perdeu tempo precioso para que elas pudessem salvar as pr\u00f3prias vidas. Nem todos foram receptivos quanto aquela mulher e a sua crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Na maioria das vezes aquelas tantas pessoas n\u00e3o estavam preparadas para abandonar suas vidas de forma t\u00e3o repentina, elas trabalharam duramente para conquistar condi\u00e7\u00f5es melhores e mesmo sabendo que ele era um Bodisatva e, os avisava de algo inevit\u00e1vel, n\u00e3o estavam prontos. Se em toda sua jornada tivesse salvado mais de 10 vidas, seria&nbsp;muito.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s as primeiras gotas de fogo tocarem&nbsp;o solo, a terra reagiu cuspindo fuma\u00e7a e chamas em colunas de tamanho tit\u00e2nico, que iam al\u00e9m de onde a vis\u00e3o alcan\u00e7ava, sem, no entanto, ferir o solo, plantas ou animais. Apenas o homem e o que era fruto do suor e do sangue do homem eram consumidos naquela onda infernal&nbsp;que deixava um odor terr\u00edvel de decad\u00eancia para tr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Os olhos de Mehal&nbsp;lacrimejaram tanto em tristeza quanto pela agress\u00e3o daquela lufada transparente, imaginava quantas vidas deixaram de existir na Asa Sul. Lembrou de como desejou durante toda aquela jornada trocar de lugar com cada uma das vidas que seriam queimadas rapidamente, como p\u00f3lvora, e prosseguiu em pensamentos martirizantes, em sua maioria.<\/p>\n\n\n\n<p>Tivera tais desejos em v\u00e3o, sabia seu papel e entendia seu prop\u00f3sito no mundo. Deixou ent\u00e3o que as l\u00e1grimas corressem livremente e aguardou que a dor que feria o peito se acalmasse, esperou que ela repousasse com a certeza de que n\u00e3o seria para sempre. Repetia para si mesmo de forma velada: Isso n\u00e3o \u00e9 para sempre!<\/p>\n\n\n\n<p>Mehal ficou naquele lugar por mais tr\u00eas dias&nbsp;enquanto aguardava que o fogo se extinguisse. Durante esse tempo, em seu cora\u00e7\u00e3o, uma mistura estranha de sentimentos conflitantes, ansiedade e compreens\u00e3o do ritmo de cada evento, davam a certeza de que a dor causada aos homens pelas chamas estava apenas no princ\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>No terceiro dia sua solid\u00e3o foi interrompida enquanto&nbsp;observava o fogo perdendo for\u00e7a, mas persistindo, daquele inferno c\u00edclico surgiram as primeiras sombras dos&nbsp;mortos pela puni\u00e7\u00e3o demon\u00edaca.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Pobres&nbsp;e perdidas eram elas, chegaram se arrastando e sussurrando, em dor e f\u00faria sem ter sequer for\u00e7as para gritar. Em seus olhos e nas poucas palavras entend\u00edveis que pronunciavam, &nbsp;demonstravam o desejo pela carne de Mehal, por toda experi\u00eancia que ela possibilitava e que fora tirada deles por criaturas que sequer entendiam.<\/p>\n\n\n\n<p>O Bodisatva olhou para o alto procurando nas estrelas antigas um caminho, instru\u00e7\u00e3o e uma reflex\u00e3o. Quando avistou a estrela que estava exatamente sobre sua cabe\u00e7a, fez uma invoca\u00e7\u00e3o \u00e0 ess\u00eancia da Alma do Mundo, como aprendera no \u00e1pice de seu treinamento, e em retribui\u00e7\u00e3o recebeu do universo um rel\u00e2mpago que iluminou sua mente.<\/p>\n\n\n\n<p>A carga de energia desceu dourada atravessando at\u00e9 mesmo a densa Mortalha que rodeava o planeta e, ao se chocar contra o corpo do Bodisatva, incendiou o ch\u00e3o em prata, formando uma Mandala com s\u00edmbolos como os que ele carregava no bra\u00e7o<\/p>\n\n\n\n<p>Na divisa do fogo que n\u00e3o sumia e da terra mais escura que existia, o Bodisatva&nbsp;entrou em comunh\u00e3o com o universo ao iniciar sua verdadeira miss\u00e3o, livrou-se do que cobria seu corpo, tomou o colar de contas que guardava em sua sacola e sentado em l\u00f3tus perdeu-se na imensid\u00e3o das ondas do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dedos corriam pelo colar de contas de forma cont\u00ednua, cadenciada e quase autom\u00e1tica acompanhando as palavras vigorosas que Mehal proferia em sua ora\u00e7\u00e3o. As chamas prateadas que outrora marcaram o ch\u00e3o sumiram, deixando em seu lugar uma luz de mesmo tom sendo emanada pelo homem que permanecia sentado.<\/p>\n\n\n\n<p>Da terra em chamas vieram ent\u00e3o as primeiras serpentes negras. Elas se aproximaram rastejando e circundaram \u00e0 sua volta, tentando lhe afastar daquele lugar sem sucesso. N\u00e3o demorou muito para que at\u00e9 mesmo o colar de contas de ora\u00e7\u00e3o se transformasse em uma v\u00edbora enrolada no bra\u00e7o, tentando fazer com que ele se cansasse pelo peso, que experimentasse o frio e a dor como se tivesse sido envenenado, mas ele n\u00e3o era mais o mesmo homem.<\/p>\n\n\n\n<p>As serpentes voltaram para dentro da \u00e1rea das chamas, come\u00e7aram a se espalhar e a tocar aquelas sombras e, como se o mundo se transformasse, a fronteira entre Terriscura e a Asa-12 Sul desaparecera, transformando-se em um campo de desola\u00e7\u00e3o espalhado para todos os lados. Aos poucos a Asa-12 deixou de queimar, tornou-se como Terriscura, e em ambas come\u00e7ou a cair uma chuva \u00e1cida, incapaz de trazer conforto&nbsp;ou de matar a sede daquelas sombras.<\/p>\n\n\n\n<p>Mehal n\u00e3o sabia mais por quanto tempo estava&nbsp;sentado, sua mente n\u00e3o se fixava em ponto algum e flu\u00eda canalizando a energia&nbsp;da Alma do Mundo, sedenta por acolher os filhos de seu ventre terreno. Sendo o ve\u00edculo c\u00f3smico, permanecia ali, fazendo como movimento unicamente a troca da conta com seu polegar e o dedo m\u00e9dio, em honra aos homens, aos deuses e aos antigos.<\/p>\n\n\n\n<p>As sombras tornaram-se curiosas&nbsp;conforme recobraram suas for\u00e7as e passaram a rodear o \u00fanico foco de luz e brancura naquele reino imenso e purgatorial. Com o tempo,&nbsp;tiveram seus pensamentos infectados pelo veneno das serpentes e logo estavam totalmente contra&nbsp;Mehal, odiavam-no n\u00e3o apenas por estar ali e n\u00e3o ter morrido como eles, mas tamb\u00e9m por ter sido in\u00fatil em seu aviso. Elas queriam retornar \u00e0 carne.<\/p>\n\n\n\n<p>Perdendo-se em uma sucess\u00e3o de eventos que n\u00e3o era precisa, tudo podia ter acontecido em um segundo Terreno ou mesmo na eternidade da exist\u00eancia de um universo. Mehal novamente prestou aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sua volta e&nbsp;aquelas sombras dos homens transformaram-se em monstros, corruptores e controladores, tiranos que tomavam \u00e0 for\u00e7a tudo que por algum motivo lhes aprazia, parecia interessante ou representava alguma amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Como uma corte bizarra os mais fortes se organizaram,&nbsp;fizeram com essa for\u00e7a o poss\u00edvel para afastar todas outras sombras que por um momento deixavam-se tocar pelo sentimento de ver em Mehal, o homem que permanecia brilhando no vale das sombras e da morte, um homem que estava ali pacientemente por eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns se arrastavam tentando se aproximar, os mais fortes respondiam tal ousadia jogando-os longe, espancando-os em bando e os afundando em po\u00e7as onde n\u00e3o podiam morrer, mas onde amargavam por muito tempo&nbsp;antes que conseguissem recobrar a for\u00e7a anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Mehal, que estivera com a mente em lugar algum, pois estava espalhada pela imensid\u00e3o do universo, ouviu um chamado \u00e0 sua manifesta\u00e7\u00e3o consciencial, seu eu, e com isso concentrou-se em um \u00fanico ponto e lugar, a luz prateada faiscou pela primeira vez em tempos e seus olhos abriram, encontrando no horizonte de eventos aquela mulher e a crian\u00e7a que o capturaram em algum dia perdido no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os olhos que se abriram em espanto por testemunhar que o aviso n\u00e3o fora o suficiente logo causaram mais dor seguida de compaix\u00e3o, juntos, esses sentimentos se transformaram em um fruto entalado em sua garganta sufocando e causando p\u00e2nico. Quando Mehal conseguiu cuspir esse fruto, foi como se o soco de uma montanha se deslocasse pelo ar.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os monstros foram golpeados por esse soco e&nbsp;de dentro deles voaram as sombras das pessoas de outrora, mostrando que aquela subst\u00e2ncia&nbsp;negra&nbsp;e p\u00fatrida era algo que os envenenava ao mesmo tempo em que os envolvia.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada um deles foi jogado para longe daquilo que os tornava forte naquele cen\u00e1rio decadente, ca\u00edram no ch\u00e3o revelando-se simples sombras tomadas pela inveja, seres perdidos&nbsp;que desejavam ter a esperan\u00e7a demonstrada pelas almas que se esfor\u00e7avam e se arrastavam em dire\u00e7\u00e3o ao Bodisativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente a mo\u00e7a conseguira ver Mehal, a ele rendia gratid\u00e3o e carinho pelo aviso e tentativa de fazer a diferen\u00e7a, mesmo quando ela apontou uma arma contra sua cabe\u00e7a. O carinho existia por tal tentativa ser feita mesmo tendo ele, o Bodisatva, poder suficiente para destru\u00ed-la sem sequer v\u00ea-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa gratid\u00e3o permitiu-a cruzar a barreira dos mundos mantendo boas lembran\u00e7as a respeito daquele homem. Nele confiava e queria encontr\u00e1-lo ao menos para lhe agradecer por seu esfor\u00e7o e tentativa. Mal podia imaginar que, a pureza do sentimento carregado por ela sinalizou como um farol no meio da imensid\u00e3o do um oceano em que Mehal estava imerso.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes que Mehal pudesse sequer se levantar o resto das&nbsp;carapa\u00e7as de todos aqueles monstros que ca\u00edra no ch\u00e3o come\u00e7ou a se mover. Unidos em uma massa org\u00e2nica&nbsp;exatamente como uma pequena po\u00e7a de negrume, ela oscilou e ergueu um pilar negro serpentinamente na forma de um dos Gregoraquinianos: Leviathan!<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o era o dem\u00f4nio em sua total presen\u00e7a, mas sim uma manifesta\u00e7\u00e3o de sua exist\u00eancia e de tudo que ele representava. Pela uni\u00e3o da mis\u00e9ria de todas as almas sofredoras se fazia poss\u00edvel, e mesmo n\u00e3o sendo o maldito em sua plenitude, era t\u00e3o consciente, torpe e perigosa quanto&nbsp;a criatura que atravessara os planos d\u00e9cadas atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Tomando a forma de uma P\u00edton, o monstro enrolou-se para atacar com um bote, abriu sua boca em pura maldade e provoca\u00e7\u00e3o \u00e0 Mehal exalando o odor excruciante de uma criatura que vivera no \u00e2mago da maldade humana, que fizera sua morada em um dos cantos mais in\u00f3spitos para qualquer forma de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Julgava certa sua vit\u00f3ria j\u00e1 que a inveja que rondava aquela terra maculada pela desola\u00e7\u00e3o era tamanha que a soberba nublou qualquer julgamento. N\u00e3o mais esperou e atacou certa da vit\u00f3ria, seria um golpe e uma morte.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez como uma manifesta\u00e7\u00e3o velada dos antigos, o colar de ora\u00e7\u00f5es de Mehal, que por tanto tempo e sofrimento permaneceu ali sendo manipulado, como prova e representa\u00e7\u00e3o da caridade que ele tomara por miss\u00e3o, uniu-se aos glifos de seu bra\u00e7o numa explos\u00e3o de energia celeste e projetou-se tomando a forma de outra serpente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, a batalha entre aquelas duas criaturas poderia ter durado por tempo infind\u00e1vel, pois embora n\u00e3o fossem a manifesta\u00e7\u00e3o \u00faltima, possu\u00edam em si quantidade de poder suficiente para destruir algumas cidades com um estalar de dedos.<\/p>\n\n\n\n<p>O desequil\u00edbrio veio quase que anunciado quando a mulher e a crian\u00e7a ao longe se ajoelharam novamente, como fizeram uma vez em vida,&nbsp;agradecendo ao sacrif\u00edcio e \u00e0 caridade daquela ocasi\u00e3o. No mesmo instante o pouco negrume que as tomava tornou-se p\u00f3 estalando no ar e desaparecendo, elas tornaram-se claras, p\u00e1lidas e radiantes com o mesmo tom prata que antes envolvia Mehal.<\/p>\n\n\n\n<p>As sombras viram que durante todo aquele tempo em que ele permanecera sentado e orando, estava&nbsp;espalhando sua luz como ra\u00edzes pelo subterr\u00e2neo, perceberam que at\u00e9 mesmo quando ele sabia que todas elas o odiavam,&nbsp;isso n\u00e3o o movera.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme percebiam isso, algumas fugiam em p\u00e2nico, n\u00e3o estavam preparadas para a liberta\u00e7\u00e3o ainda. No entanto algumas outras compreendiam finalmente o que as rodeava, entendiam a morte e aceitavam o destino, essas repetiam o gesto da mulher e da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o de Leviathan enfureceu-se, e em um torvelinho puxou de cada uma das sombras a subst\u00e2ncia pegajosa e negra que os envolvia, com isso, cresceu em tamanho e em for\u00e7a e preparou-se para desferir um ataque mortal naquela serpente e por fim naquele homem.<\/p>\n\n\n\n<p>Livres do dom\u00ednio da perdi\u00e7\u00e3o e da inveja, as vidas ceifadas na Asa Sul agradeciam a Mehal, esse ato fazia com que o corpo de Leviathan fosse consumido aos poucos pela mesma chama que ca\u00edra do c\u00e9u como puni\u00e7\u00e3o aos rebeldes, no entanto o aroma deixado pela sua fuma\u00e7a n\u00e3o era agressivo ao olfato, mas doce e suave, como a renova\u00e7\u00e3o do orvalho da manh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>O dem\u00f4nio n\u00e3o soltou um grito nem entrou em p\u00e2nico, claro que n\u00e3o o faria, sua consci\u00eancia e seu verdadeiro corpo estavam distante, seguramente guardados e fora do alcance daquela pequena manifesta\u00e7\u00e3o da virtude contr\u00e1ria \u00e0 energia que o alimentava.<\/p>\n\n\n\n<p>A mulher e a crian\u00e7a se aproximaram de Mehal e disseram que a parte dele ali j\u00e1 estava feita, o Bodisativa a olhou pela primeira vez nos olhos e naquela ilus\u00e3o branca que se tornara o corpo dela, viu ternura e gratid\u00e3o verdadeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Ouviu ent\u00e3o uma suave m\u00fasica que tomou o lugar da voz da mulher, seu corpo sentiu que era&nbsp;hora dele voltar para continuar sua miss\u00e3o, a crian\u00e7a se afastou brincando e correndo enquanto a mulher deu um beijo em sua testa.<\/p>\n\n\n\n<p>O universo girou em harmonia formando uma espiral cujo fim Mehal n\u00e3o podia precisar, meio ao movimento espiralado mal percebeu abrir e fechar os olhos,&nbsp; a espiral por fim terminava em um peda\u00e7o belo e raro de terra, coberta de gramas e flores e, \u00e0s vezes, como uma conquista da humanidade, at\u00e9 mesmo um v\u00edvido raio de sol conseguia chegar ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantou-se e olhou em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 velha placa de divisa de Terriscura com a Asa Sul,&nbsp;ao contr\u00e1rio do que fizera antes, sem saber quanto tempo no passado fora, entrou na Asa-12 Sul e seguiu em frente.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu sacrif\u00edcio o conduzira ao entendimento de certas min\u00facias da alma humana, revelara a ele que Leviathan era um dos Gregoraquinianos e que todos eles partilhavam uma mesma origem, em cantos obscuros das almas dos homens.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendeu que a manifesta\u00e7\u00e3o primordial da inveja ganhara consci\u00eancia e um nome na forma do dem\u00f4nio. O entendimento e a compreens\u00e3o de tais fatos o elevaram e demonstraram que a caridade era a \u00fanica arma contra aquela criatura, a \u00fanica arma que o destru\u00eda duplamente:<\/p>\n\n\n\n<p>Atacando sua contraparte, e possibilitando que aqueles beneficiados por ela, pudessem estender essa ben\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o mundo tivesse se tornado um lugar desolado e p\u00fatrido, Mehal descobrira na alma humana o ant\u00eddoto para um de seus muitos males. Ciente disso, retornou a seu caminho onde sua caridade ainda tocaria muitas almas e vidas para frustra\u00e7\u00e3o dos mais obscuros planos dos Gregoraquinianos.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(inveja) &#8211; Estou avisando, temos pouco tempo para sair daqui \u2013 Mehal tentou dissuadir a captora com um tom seco e severo. &#8211; N\u00e3o acredito em voc\u00ea, sou eu com a arma apontada ent\u00e3o eu dou as ordens e avisos. \u2013 Declarou a voz feminina que o segurava por quase 5 minutos ali parado e 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