{"id":1597,"date":"2025-07-18T23:23:40","date_gmt":"2025-07-19T02:23:40","guid":{"rendered":"https:\/\/arddhu.me\/?p=1597"},"modified":"2025-07-19T12:07:48","modified_gmt":"2025-07-19T15:07:48","slug":"axismundi-a-heranca-de-simha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arddhu.me\/en\/axismundi-a-heranca-de-simha\/","title":{"rendered":"AxisMundi, a heran\u00e7a de Simha"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">(soberba)<\/h2>\n\n\n\n<p>Sentou-se em uma cadeira acabada, velha e feia, ainda assim forte e confort\u00e1vel. Sua casa era modesta, nunca primou pelo. Sentado na varanda, observava as colinas ao longe, belas e ancestrais. Os olhos percorreram o horizonte sombrio enquanto suspirava,&nbsp;lembrou da \u00e9poca em que o Sol ainda era vis\u00edvel, quando a Mortalha n\u00e3o existia. Sentiu o cheiro do p\u00e3o no forno e riu da ironia de ter sentado.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltou, p\u00f4s a mesa, toalha rendada,&nbsp;lembran\u00e7a do enxoval de casamento, um pequeno pote de manteiga, o \u00faltimo que lhe restara, e p\u00e3o quente espalhando o aroma de alecrim pelo ar. Bebeu um gole de caf\u00e9 que renovou a energia de seu corpo. Cortou o p\u00e3o e espalhou por ele uma quantia generosa de manteiga. Serviu-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Assoviou e dois passarinhos avermelhados pousaram na mesa, receberam um pouco de farelo e se deliciaram com aquele banquete. Era ciente de sua boa vida e de como era um homem afortunado.<\/p>\n\n\n\n<p>Satisfeito, sacou um peda\u00e7o de fumo em corda e come\u00e7ou a enrolar um cigarrinho. Antes de acend\u00ea-lo, pingou algumas gotas de um pequeno vidro e por fim riscou o f\u00f3sforo. Com a primeira tragada sentiu na garganta o frescor do orvalho da manh\u00e3, aquele mundo podia ser ao mesmo tempo t\u00e3o feio e t\u00e3o belo, mas completamente diferente de cinq\u00fcenta anos atr\u00e1s. A primeira onda veio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;&nbsp;Ol\u00e1 pai, ben\u00e7\u00e3o \u2013 era a primeira vez que o filho falava com ele desde a morte da m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>O pai olhou para o homem e viu nele apenas a sombra do garoto de outrora. Percebeu que fizera seu caminho na vida al\u00e9m daquelas montanhas e retornara, talvez para relembrar seu passado visitando o velho pai que n\u00e3o tinha muito a oferecer. N\u00e3o era mais um garoto, mas sim um grandalh\u00e3o cuja altura passava muito de dois metros. Sorriu para a figura que se curvara \u00e0 sua frente, deu-lhe a m\u00e3o que foi beijada e respondeu:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Que Eles te aben\u00e7oem, meu filho.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00e1grimas corriam dos olhos daquele brutamontes&nbsp;cujas garras t\u00e3o afiadas podiam trespassar o corpo do velho pai, ele as retraiu e limpou as l\u00e1grimas de seu rosto leonino, se ajoelhou sentando nos pr\u00f3prios p\u00e9s, ficando ainda assim na mesma altura que o anci\u00e3o e tomou suas m\u00e3os abra\u00e7ando-as com carinho entre as suas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Desculpe por ter me afastado, pai, eu o fraco naquela \u00e9poca, quando na verdade o fraco fui eu por n\u00e3o suportar a morte de minha m\u00e3e, a mulher que por tanto tempo esteve ao seu lado.<\/p>\n\n\n\n<p>A risada carinhosa do velho quebrou aquele clima sepulcral, ele tirou as m\u00e3os do meio das de seu filho que fizera isso demonstrando ter for\u00e7a e poder para proteg\u00ea-lo e as envolveu nas suas, bem menores, finas e terrivelmente maculadas pela idade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; N\u00e3o existe culpa aqui, voc\u00ea seguiu o seu caminho e v\u00ea-lo novamente \u00e9 felicidade o bastante para esquecer discuss\u00f5es in\u00fateis. O passado apenas \u00e9 isso, passado.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Sentindo as m\u00e3os acolhidas e o calor terno de seu velho pai, a emo\u00e7\u00e3o do reencontro arrematou o que restava de receio, deu-lhe um grande abra\u00e7o e abriu um sorriso que, com suas enormes presas felinas, assustaria qualquer outra pessoa, mas ao pai conseguia apenas fazer com que um leve suspiro fosse dado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Voc\u00ea cresceu, meu filho,&nbsp;mudou tanto que apenas seu pai poderia reconhecer aquele garoto com cabelo de palha. Arc&#8230; \u2013 foi interrompido antes que disse o nome de batismo da prole.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Me chamo Simha agora, pai. Faz parte do que me tornei. \u2013 Disse em tom de rever\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Entendo, lembro de um desenho de minha \u00e9poca, com um filhote que teve de fugir para se tornar um verdadeiro Le\u00e3o, s\u00f3 ent\u00e3o p\u00f4de voltar para casa e tomar seu lugar de direito. Ele tinha o mesmo nome!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; O nome desse le\u00e3o era Simba, pai, e eu n\u00e3o vim tomar lugar algum, apenas consegui enfrentar meu pr\u00f3prio orgulho e decidi prestar uma visita a um ente amado de minha primeira vida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Simha, Simba, \u00e9 tudo parecido. E como isso aconteceu? \u2013 apontou para as garras.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Uma longa hist\u00f3ria pai, envolve um deus ca\u00eddo dos c\u00e9us, quase morto. Um pouco de feiti\u00e7aria antiga e muito de procedimentos cient\u00edficos que aterrorizariam os nazistas mais inescrupulosos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Uma longa hist\u00f3ria pede um longo gole de meu \u201cdesincrustante de ossos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; E voc\u00ea ainda fabrica isso pai? Aposto que at\u00e9 guarda no mesmo lugar. N\u00e3o se levante, eu vou pegar. \u2013 O sorriso do filho revelava um filhote, e naquele momento o pai percebera a verdadeira felicidade de ser pai.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; ACORDE, IDIOTA!<\/p>\n\n\n\n<p>Com um soco no queixo o velho foi jogado para longe de sua mesa a c\u00e9u aberto, ainda atordoado com as lembran\u00e7as proporcionadas pela onda qu\u00edmica, tornou a olhar para a Mortalha, tentando fazer a cabe\u00e7a parar de girar.<\/p>\n\n\n\n<p>Tentou se levantar, mas o corpo n\u00e3o respondia t\u00e3o bem ap\u00f3s a oitava d\u00e9cada de vida, sentou-se ali mesmo no ch\u00e3o de grama n\u00e3o cortada e limpou o sangue que corria da boca. Cuspiu o peda\u00e7o de dente solto e olhou em dire\u00e7\u00e3o a seu agressor.<\/p>\n\n\n\n<p>Alta, mas bem menor que seu filho, a criatura \u00e0 sua frente possu\u00eda uma beleza intrigante, andr\u00f3gina, magra e alta. No lugar de cabelos subiam labaredas de fogo que davam \u00e0 sua pele met\u00e1lica tons hipnotizantes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; S\u00e3o voc\u00eas ent\u00e3o. Minha resposta continua a mesma. N\u00e3o irei ajud\u00e1-los nem mesmo morto! \u2013 Disse as \u00faltimas palavras cuspindo sangue.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a vista voltou a obedec\u00ea-lo, viu que eram quatro as criaturas, tr\u00eas delas eram iguais em sua apar\u00eancia andr\u00f3gina met\u00e1lica que mal podia ser descrita como humana, mas a quarta ganhava em todos os aspectos se estivesse em uma competi\u00e7\u00e3o de beleza <strong>estronha<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; L\u00facifer!<\/p>\n\n\n\n<p>Aquele que um dia sentara ao lado de Iav\u00e9, que ca\u00edra por desejar demais, estava \u00e0 sua frente com seu corpo semelhante ao de um centauro, com seis patas, imponente e arrogante. Plumas como a de pav\u00e3o saiam de suas costas formando asas de enorme envergadura logo atr\u00e1s de seus bra\u00e7os. O rosto de crian\u00e7a mimada&nbsp;com seis olhos, n\u00e3o chamava tanta aten\u00e7\u00e3o unicamente pela s\u00e9rie de chifres variados que brotavam de sua cabe\u00e7a, entrela\u00e7ando bode, touro e outras criaturas inexistentes antes da Mortalha.<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a dele indicava que&nbsp;certamente eles o levariam dali, n\u00e3o importando se fosse vivo ou morto. L\u00facifer tinha planos de como utiliz\u00e1-lo em sua guerra intermin\u00e1vel, ainda desejava captur\u00e1-lo para for\u00e7ar o filho, Simha, a abandonar a linha de frente que tanto causara problemas nos \u00faltimos meses. Aquilo era novo e deixava claro que medidas desesperadas tinham sido tomadas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Relembrando o encontro com aquela monstruosidade que tu chamas de filho? O pecador que ousou tomar o fruto da carne do alt\u00edssimo para si? Tua ci\u00eancia seria mais bem aproveitada em minhas fileiras, lhe garantiria longa vida e riqueza, n\u00e3o um peda\u00e7o podre de madeira na terra de ningu\u00e9m! \u2013 L\u00facifer rogou aquilo e a cada palavra proferida sua express\u00e3o se transformava.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Sempre soube de sua arrog\u00e2ncia, Satanael! \u2013 percebera quem ele era na verdade \u2013 Mas sinceramente, atacar um pobre octogen\u00e1rio em sua pr\u00f3pria terra, pois n\u00e3o se trata de&nbsp;<em>\u201cterra de ningu\u00e9m\u201d<\/em><em>,<\/em>&nbsp;foi al\u00e9m das mais est\u00fapidas coisas que voc\u00ea fez em sua exist\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>A comitiva enfureceu-se revelando fei\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0 dos esqueletos p\u00fatridos que eram por tr\u00e1s daquela m\u00e1scara de ilus\u00e3o, esticaram suas asas transl\u00facidas como as das borboletas e pularam em cima do velho em \u00f3dio pela ofensa feita a seu mestre.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas aquela era a terra dele, e um homem que chegava aos oitenta anos naqueles dias n\u00e3o era uma cor\u00e7a indefesa. Com um assovio, uma criatura human\u00f3ide, feita de bulbos e ra\u00edzes levantou-se do solo e emitiu um grito estridente que fez com que os tr\u00eas ca\u00edssem na terra. Ajoelhados, impotentes tentando se proteger daquele som.<\/p>\n\n\n\n<p>Gritavam sem que pudessem ser ouvidos, sofriam sem que fossem auxiliados, resistiram em agonia at\u00e9 que as labaredas que tinham por cabelo se esticaram tentando fugir da rajada sonora e explodiram junto \u00e0 cabe\u00e7a em fogo e sangue.<\/p>\n\n\n\n<p>O rosto de Satanael e parte de seu corpo estava coberta de sangue e algo que talvez fosse os miolos dos mortos. A criatura continuava desferindo seu uivo met\u00e1lico e cortante. O dem\u00f4nio inclinou levemente a cabe\u00e7a e a criatura explodiu dando fim ao som.<\/p>\n\n\n\n<p>Abriu a boca e dela saiu uma l\u00edngua sangrenta, cheia de ventosas e longa como uma serpente, passando pelo corpo e limpando os vest\u00edgios de sangue, terra, ra\u00edzes e tudo mais que tivesse maculando a beleza de sua imagem. A crian\u00e7a que lhe dava rosto tornou-se monstruosa, embora n\u00e3o fosse ele, L\u00facifer, era certamente um Gregoraquiniano, um dos Sete malditos que controlavam o mundo desde a \u00e9poca que a Mortalha cobriu o Sol transformando todos os dias em tardes nebulosas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Uma Mandr\u00e1gora. Devo lhe dar meus parab\u00e9ns pela criatividade e habilidade em cultivar uma de tal tamanho, t\u00e3o obediente a ponto de morrer&nbsp;por voc\u00ea. Mas de onde vieram esses \u2013 apontou para os tr\u00eas corpos que ca\u00edram sem cabe\u00e7a \u2013 eu posso trazer muitos mais \u2013 abriu os bra\u00e7os e o espa\u00e7o atr\u00e1s de si se dobrou revelando&nbsp;um lugar long\u00ednquo, onde ex\u00e9rcitos de criaturas <strong>estronhas<\/strong> como aquelas se enfileiravam.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Mas n\u00e3o \u2013 cruzou os bra\u00e7os e o espa\u00e7o fechou atr\u00e1s de si dando lugar \u00e0 antiga paisagem \u2013 eu irei lev\u00e1-lo comigo para que perca um pouco de tua esperan\u00e7a e arrog\u00e2ncia nas m\u00e3os de cada uma delas, para que ent\u00e3o perceba a diferen\u00e7a que existe entre um DEUS e um homem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Acabou seu espet\u00e1culo, Satanael?<\/p>\n\n\n\n<p>-N\u00c3O&#8230; ME&#8230; CHAME&#8230; POR ESSE&#8230; NOME!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Voc\u00ea prefere qual, enjeitado do papai, bafo de enxofre, esc\u00f3ria de anjo&#8230; RASCUNHO da Humanidade? \u2013 O velho sabia que ele n\u00e3o era L\u00facifer, e sim uma criatura que tomara para si tal t\u00edtulo na aus\u00eancia do verdadeiro dono.<\/p>\n\n\n\n<p>Cham\u00e1-lo de mal encarnado, ou mesmo de \u201cgrande mentiroso\u201d causaria apenas risos, apostava que compar\u00e1-lo a um rascunho, das criaturas que tanto subestimava, conseguiria faz\u00ea-lo descer do pedestal.<\/p>\n\n\n\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o veio junto a um coice que afundaria seu peito, n\u00e3o tivesse o velho sido tragado pela terra no exato momento. Funcionara perfeitamente!<\/p>\n\n\n\n<p>Esconder-se na terra n\u00e3o o retardaria por tanto tempo, mas garantiria a divers\u00e3o de&nbsp;ver o dem\u00f4nio enfezado. Logo, Satanael come\u00e7ou a cuspir rajadas que abriam enormes buracos no solo, berrava ensandecido sobre como sua forma era bela e superior a toda a humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O velho saiu da terra em um lugar afastado e gritou:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; E ainda assim tem o rosto de uma crian\u00e7a, RASCUNHO! \u2013 E voltou a ser engolido pela terra mudando sua localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A cada novo grito o dem\u00f4nio denunciava sua posi\u00e7\u00e3o, amaldi\u00e7oava todos os homens, seu pr\u00f3prio pai e, principalmente, aquele velho que ele iria esmagar sob seus majestosos cascos adamantinos. E a cada nova maldi\u00e7\u00e3o, o velho controlava a terra para que o levasse para longe, assim ele poderia fazer por anos se ainda tivesse o f\u00f4lego e o poder de sua juventude.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, o pulm\u00e3o intoxicado come\u00e7ou a falhar, estava maltratado demais pelo fumo e pela qu\u00edmica que ele mesmo extra\u00eda de seu c\u00e9rebro. Era ela que sempre pingava em seus cigarros, lembran\u00e7as v\u00edvidas que sempre revisitava.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Como era comum, quando o ar come\u00e7ava a lhe faltar, o c\u00e9rebro se assustava e causava um flashback. Naquele momento gra\u00e7as \u00e0 qu\u00edmica que ainda estava em seu organismo, a lembran\u00e7a foi a do dia em que tornara a ver sua prole.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Eu preciso guard\u00e1-la e nutri-la, meu filho. Por isso n\u00e3o posso ir com voc\u00ea, foi meu juramento aos \u00faltimos sobreviventes do Grove, o grupo de minha f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Entendo voc\u00ea agora pai, pudera ter entendido antes de ir embora achando que voc\u00ea permanecia apenas por n\u00e3o conseguir se livrar da mem\u00f3ria de minha m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Seu destino era longe daqui, nem mesmo nossos ancestrais poderiam imaginar que fosse poss\u00edvel acontecer algo como o que aconteceu com voc\u00ea. Nesses tempos de desola\u00e7\u00e3o, voc\u00ea \u00e9 uma das poucas luzes que conseguem atravessar a Mortalha prometendo um novo amanhecer.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; N\u00e3o pense assim meu pai, estou longe de ser um ideal de pureza e bondade como voc\u00ea me julga. Minha apar\u00eancia deixa isso bem claro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Continua tolo, possu\u00ed um Deus em sua carne e em seu sangue e n\u00e3o compreendeu ainda que bondade absoluta \u00e9 uma ilus\u00e3o e que pureza verdadeira \u00e9 algo que n\u00e3o conheceremos nesse mundo? &#8211; Riram junto ap\u00f3s essas palavras, quando o filho entendeu por fim seu papel nas tramas do destino.<\/p>\n\n\n\n<p>E ent\u00e3o Satanael conseguiu atingir a prote\u00e7\u00e3o onde o velho se encontrava. O pulm\u00e3o \u00e1vido por uma dose de ar fresco re-oxigenou o c\u00e9rebro quando ele fora cuspido pela terra e a lembran\u00e7a foi interrompida. Arfava, com dificuldade em respirar, fazendo com que pela primeira vez temesse pela pr\u00f3pria vida, mas morreria com seus segredos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Me d\u00ea uma raz\u00e3o para que eu n\u00e3o o mate de vez aqui \u2013 e apontando um dedo, fez com que o corpo do velho flutuasse no ar, tirando o do contato com a terra que tanto lhe dava poder \u2013 apenas uma raz\u00e3o para que eu n\u00e3o fa\u00e7a de voc\u00ea o mesmo que seus antepassados faziam dos velhos m\u00f3rbidos, in\u00fateis e caqu\u00e9ticos como voc\u00ea, destroce seu corpo em peda\u00e7os e alimente a terra com eles!<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o fora tempo suficiente para que o velho recuperasse o f\u00f4lego, mais uma vez o oxig\u00eanio faltou em seu c\u00e9rebro e a alucina\u00e7\u00e3o visual o atacou revelando o que ele tentara proteger por tanto tempo com sua vida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Ela \u00e9 t\u00e3o velha assim, papai?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Sim meu filho, esta \u00e1rvore \u00e9 mais velha que a humanidade, n\u00e3o duvidaria que fosse ainda mais velha que os deuses.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Voc\u00ea disse que ela fora destru\u00edda pela m\u00e3o do homem e transformada em&nbsp;quinquilharias baratas, como ela pode estar assim enorme e t\u00e3o viva?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Foi esse meu juramento para o Grove, Simha, meu juramento era o de que eu protegeria com a minha vida se necess\u00e1rio, essa \u00e1rvore que foi trazida de volta ao mundo dos vivos com o sacrif\u00edcio de cada um de meus irm\u00e3os e irm\u00e3s em f\u00e9. Incluindo sua m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Ent\u00e3o n\u00e3o foi um suic\u00eddio?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Nunca algum de n\u00f3s cometeria suic\u00eddio, meu filho, a vida \u00e9 a coisa mais sagrada para n\u00f3s desde o tempo de nossos ancestrais. Todos eles sacrificaram-se para que a \u00e1rvore pudesse ter uma chance, para que pud\u00e9ssemos corrigir o erro feito pela m\u00e3o do homem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Tantas vidas por apenas uma \u00e1rvore, o que a faz ser t\u00e3o importante?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; N\u00e3o sabemos exatamente como aconteceu a abertura entre os mundos, aquela que fez com que os Gregoraquinianos conseguissem invadir nossa terra com todo seu poder e fazer com que toda for\u00e7a sucumbisse, mas sabemos que essa \u00e1rvore era o que mantinha a porta entre os mundos fechada. \u2013 Deixou de encarar o filho e as palavras que se seguiram, flu\u00edam atrav\u00e9s dele diretamente da pr\u00f3pria \u00e1rvore.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cDo corpo dos mortos eu me alimentava<\/em><em>, s<\/em><em>eparando<\/em><em>,<\/em><em> com minhas ra\u00edzes<\/em><em>,<\/em><em> os mundos<\/em><em>. A sabedoria dos homens da terra tratou de transformar <\/em><em>o solo<\/em><em> que me cercava em um cemit\u00e9rio, nutrindo com energia da vida, minhas ra\u00edzes que afastavam a morte.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mas <\/em><em>o homem perdeu-se da <\/em><em>T<\/em><em>erra, perdeu-se do c\u00e9u e das estrelas e olhou apenas para a pr\u00f3pria m\u00e3o, e perdido admirando sua pr\u00f3pria exist\u00eancia eliminou aqueles que ainda tinham a sabedoria na busca insana do que poderia <\/em><em>fazer,<\/em><em> pela simples possibilidade de poder fazer.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>E essa m\u00e3o voraz n\u00e3o<\/em><em>se contentou em<\/em><em> subverter tudo que movia e respirava, ela tamb\u00e9m teve de submeter o que era mais velho que os pr\u00f3prios deuses deles, que n\u00e3o se movia por pura gentileza para que a humanidade fosse poss\u00edvel.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Eu fui ent\u00e3o<\/em><em> arrancada, <\/em><em>minha vida consumida para que o homem tomasse mais um espa\u00e7o de terra sem se perguntar o <\/em><em>porqu\u00ea<\/em><em> daquela terra ser intocada por tantos mil\u00eanios que a mente n\u00e3o podia calcular. P<\/em><em>r<\/em><em>ivada<\/em><em> de minha vida e de minha fun\u00e7\u00e3o, a ponte entre os mundos <\/em><em>enfraqueceu,<\/em><em> dessa forma os poderes que estavam trancados do outro lado, podendo apenas influenciar mentes fr\u00e1geis e d\u00e9beis, <\/em><em>conseguiram<\/em><em> influenciar aqueles que possu\u00edam o sangue necess\u00e1rio.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; E assim, de alguma forma, eles arquitetaram e conseguiram a abertura da ponte entre os mundos, para que n\u00e3o mais dependessem dos que os buscassem voluntariamente, que sacrificassem sua liberdade em troca de felicidade mundana e material. \u2013 O velho voltou a si, ciente de tudo que a \u00e1rvore dissera atrav\u00e9s dele.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Voc\u00ea entende agora, meu filho, a raz\u00e3o pela qual sua m\u00e3e e todos meus irm\u00e3os e irm\u00e3s na f\u00e9 sacrificaram a pr\u00f3pria vida. Entende o motivo pelo qual seu pai jamais deixou essa terra?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Sim pai, finalmente eu entendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse teria sido o \u00faltimo pensamento da vida daquele velho quando os pulm\u00f5es n\u00e3o tiveram mais for\u00e7a para puxar o ar e fazer com que todo o resto do organismo voltasse a viver. Esse teria sido o \u00faltimo pensamento se Satanael n\u00e3o estivesse mais uma vez vislumbrando a mente das criaturas que tanto subjugara, que tanto subestimava em sua exist\u00eancia. Era uma oportunidade com a qual ele jamais contara, e por esse motivo, trouxe o velho de volta \u00e0 vida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; N\u00e3o ser\u00e1 sua hora ainda, velho, voc\u00ea ser\u00e1 mais \u00fatil para a minha Gl\u00f3ria do que jamais sua pat\u00e9tica exist\u00eancia sonhara. Vive e anda, pois das cinzas que s\u00e3o queimadas em meu nome, eu te trago de volta \u00e0 vida.<\/p>\n\n\n\n<p>O retorno do mundo dos mortos atrav\u00e9s de poder demon\u00edaco \u00e9 t\u00e3o bom quanto voltar atrav\u00e9s do poder divino.&nbsp; O corpo expurga todos os males e se recomp\u00f5e alcan\u00e7ando a perfei\u00e7\u00e3o do ser. A diferen\u00e7a b\u00e1sica entre os dois processos \u00e9 a dor.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a mitol\u00f3gica f\u00eanix que renasce das cinzas, voltar \u00e0 vida \u00e9 como ser consumido em chamas. O velho vivera sua vida plenamente jamais imaginando que isso aconteceria, assim como nunca sonhara que um dia seu filho se tornaria a coisa mais pr\u00f3xima de um deus. Aceitou a dor de bom grado, mesmo sabendo que ela era pren\u00fancio de um sofrimento maior nas m\u00e3os de Satanael.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Recomponha-se agora \u2013 disse o dem\u00f4nio ao homem que rejuvenescia na sua frente, vomitando para fora de sua exist\u00eancia o conhecimento sobre o caminho do mundo dos mortos, como era correto para os seres vivos \u2013 voc\u00ea ainda sofrer\u00e1 mais se n\u00e3o me levar at\u00e9 essa maldita \u00e1rvore.<\/p>\n\n\n\n<p>O homem ainda flutuava impedido de tocar a terra, de onde poderia com a juventude recebida extrair for\u00e7a para ao menos escapar de seu algoz. Sabia que agora que Satanael conhecia a exist\u00eancia da \u00e1rvore ele faria tudo para descobrir seu paradeiro, e gra\u00e7as a seus poderes ele certamente seria bem sucedido nessa empreitada.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; L\u00e1, ap\u00f3s aquela colina, voc\u00ea ver\u00e1 uma \u00e1rvore negra, imensa e solit\u00e1ria em uma clareira. \u2013 Apontou para o norte.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Vamos juntos, eu ainda irei saborear o terror em seus olhos quando vir essa maldita \u00e1rvore queimando completamente e sumindo da exist\u00eancia. \u2013 O triunfo de Satanael fizera com que seu rosto de crian\u00e7a assumisse um sorriso de maldade, e seguiram rumo ao ponto indicado.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00c1rvore de fato encontrava-se ap\u00f3s a colina, era apenas a sombra da majestade de outrora, n\u00e3o tinha mais de dez metros de altura, contra os mais de duzentos em sua \u00e9poca \u00e1urea, mas ainda assim ela representava uma amea\u00e7a ao dom\u00ednio dos Gregoraquinianos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 primeira vista, Satanael lan\u00e7ou uma rajada de energia infernal que deixou em seu rastro terra \u00e1rida e amaldi\u00e7oada, repleta dos urros de agonia dos que tombaram para lhe fornecer poder, no entanto a rajada ricocheteou em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Mortalha. Ele s\u00f3 precisava se aproximar mais dela.<\/p>\n\n\n\n<p>De frente ao objeto odiado, Satanael viu que a \u00e1rvore era rodeada de esp\u00edritos, eram eles os irm\u00e3os e irm\u00e3s do Grove que sacrificaram suas vidas para dar aquela esperan\u00e7a aos filhos que deixaram para tr\u00e1s. Um dos esp\u00edritos estava ajoelhado, exatamente no ponto onde a rajada ricocheteara.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Voc\u00eas tentar\u00e3o proteger essa porcaria at\u00e9 o fim de suas exist\u00eancias? Que assim seja! \u2013 Gritou com o orgulho e a vit\u00f3ria como manto.<\/p>\n\n\n\n<p>Os esp\u00edritos estavam realmente prontos para cessar suas exist\u00eancias em prol da prote\u00e7\u00e3o, e Satanael estava t\u00e3o obstinado quanto eles pela sua destrui\u00e7\u00e3o. Seq\u00fc\u00eancias de rajadas foram lan\u00e7adas pelo dem\u00f4nio, quando ele percebeu que um dos esp\u00edritos se levantara abriu suas asas em busca de seu verdadeiro poder.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim conseguiu destruir o primeiro esp\u00edrito, e o segundo, o terceiro e assim sucessivamente at\u00e9 o d\u00e9cimo, ent\u00e3o percebeu que seu poder n\u00e3o seria o bastante para destruir todos eles naquele momento. Seus olhos se voltaram para o homem e viu que ele encarava fixamente a imagem de uma bela mulher. Sabia agora como for\u00e7\u00e1-lo a revelar-lhe o segredo para sua derradeira conquista.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Acabou Mael, voc\u00ea ir\u00e1 me dizer como destruir essa \u00e1rvore ou o pr\u00f3ximo esp\u00edrito a ser reduzido a nada ser\u00e1 o de sua esposa. Acabou nosso jogo de gato e rato, ou deveria dizer de um le\u00e3o e cor\u00e7a? &#8211; Sorriu triunfante vendo o desespero no olhar de Mael, o homem que fora velho e experimentara o rejuvenescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; De Le\u00e3o e cor\u00e7a seria melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>As garras de Simha brilharam com um ar sanguinolento. Aquela a quem ele amea\u00e7ava ceifar a exist\u00eancia era sua m\u00e3e e, Satanael, tomado pela soberba, jamais se preocupara em visitar as lembran\u00e7as completas de Mael. Se assim tivesse feito, saberia que o filho estava dormindo ali na velha casa, ap\u00f3s ter feito um p\u00e3o para seu velho pai.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro golpe do Le\u00e3o enterrou sua pata no flanco de Satanael sem que ele tivesse sequer tempo para reagir, o sangue jorrou na cara de Simha pintando seu rosto para a guerra, mas o dem\u00f4nio n\u00e3o teria uma guerra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A cada rajada de energia eu tinha de ag\u00fcentar o impulso de sair da casa e pular em seu pesco\u00e7o. \u2013 rasgou o flanco direito do corpo do dem\u00f4nio levando junto duas patas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Matar meu pai n\u00e3o foi o bastante, n\u00e3o \u00e9 mesmo? \u2013 agarrou dessa vez uma das asas do dem\u00f4nio \u2013 voc\u00ea teria vivido para lutar outro dia se tivesse feito apenas isso, eu n\u00e3o seria idiota de enfrent\u00e1-lo. Estava ciente do valor de minha vida e de como meu pai estava pronto para ser sacrificado se assim fosse necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Saber sobre a exist\u00eancia da \u00e1rvore n\u00e3o foi o bastante \u2013 puxou com toda sua for\u00e7a arrancando a asa de pav\u00e3o que j\u00e1 estava coberta de sangue \u2013 voc\u00ea precisava saber sua exata localiza\u00e7\u00e3o e queimou ainda mais poder para trazer meu pai de volta \u00e0 vida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Prudente teria sido confirmar a exist\u00eancia da \u00e1rvore \u2013 atacou o peito do dem\u00f4nio que expelia mais rajadas ainda sem dire\u00e7\u00e3o&nbsp;\u2013 e ter ido EMBORA \u2013 puxou a garra arrancando o que seriam tripas e outros \u00f3rg\u00e3os \u2013 para voltar depois, com um plano para destru\u00ed-la.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; E ent\u00e3o voc\u00ea mais uma vez falhou, achando que poderia destruir o esp\u00edrito daqueles que sacrificaram suas vidas, para proteger algo que voc\u00ea teme \u2013 encarou-o de frente, segurando em seus chifres de bode, os mais protuberantes \u2013 e extinguiu o poder que ainda me fazia tem\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Mas veja,&nbsp;Satanael, voc\u00ea no fim das contas foi dominado pela Soberba, e n\u00e3o p\u00f4de sequer se defender \u2013 arrancou os chifres que vieram com parte do rosto de crian\u00e7a \u2013 de uma monstruosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Simha estava coberto de sangue do dem\u00f4nio e o corpo tombara \u00e0 sua frente, ainda vivo, mas incapaz de fazer qualquer coisa que n\u00e3o fosse sofrer.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; E voc\u00ea \u00e9 t\u00e3o \u2013 chutou a cara dele amassando ainda mais o rosto deformado \u2013 IDIOTA \u2013 chutou novamente \u2013 que deixou meu pai tocar a terra.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Se assustou ao ver o Le\u00e3o \u2013 ajoelhou-se e pegou um dos bra\u00e7os arrancando-o vagarosamente enquanto dizia \u2013 e agiu exatamente como uma cor\u00e7a, perdendo o objetivo e permitindo que ele executasse em voc\u00ea a vingan\u00e7a da terra.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00fanico olho de Satanael fechara, o corpo estava completamente disforme e n\u00e3o remontava em nada a beleza clamada outrora pelo Gregoraquiniano. Estava vivo, mas sem poderes, sem for\u00e7a alguma, podia apenas amaldi\u00e7oar a si mesmo por cometer tantas falhas em algo que poderia ser a garantia do poder e do dom\u00ednio eterno.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Acho que agora n\u00e3o posso mais cham\u00e1-lo de pai, pois voc\u00ea est\u00e1 mais jovem que eu. \u2013 Simha sorriu como um Le\u00e3o sorriria por ter festejado o banquete de sua v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Me chame de Mael ent\u00e3o. Ou de \u201camigo\u201d, se preferir, Simba!<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Ora, \u00e9 SIMHA!<\/p>\n\n\n\n<p>E assim os dois olharam ao longe o esp\u00edrito da mulher que fora m\u00e3e e esposa, que n\u00e3o mais tinha consci\u00eancia ou mem\u00f3rias, apenas permanecia em ess\u00eancia ali guardando o que mais importava, o que daria esperan\u00e7a para a humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Como voc\u00ea conseguiu chegar t\u00e3o r\u00e1pido? \u2013 A d\u00favida lhe incomodava.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Eu n\u00e3o me esqueci de seus ensinamentos, parte de mim tamb\u00e9m \u00e9 fruto dessa terra. Senti a energia do dem\u00f4nio se esvaindo e o ch\u00e3o se abriu como nos velhos tempos, para que eu salvasse o filho favorito \u201cdela\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Hmmm, o que fazemos com esse lixo, Simha? \u2013 apontou para o corpo no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Aguarde Mael, meu s\u00f3cio vir\u00e1 em alguns dias e, acredite, ele vai saber bem como cortar essa carne e fazer com que ela sirva para nutrir a \u00c1rvore. Apenas assim poderemos pensar em mov\u00ea-la de volta para seu lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; E o que te d\u00e1 certeza disso?<\/p>\n\n\n\n<p>Simha cruzou os bra\u00e7os, encarou a Mortalha e disse:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Ele vir\u00e1 com seu Cutelo de Prata!<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(soberba) Sentou-se em uma cadeira acabada, velha e feia, ainda assim forte e confort\u00e1vel. Sua casa era modesta, nunca primou pelo. Sentado na varanda, observava as colinas ao longe, belas e ancestrais. 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