{"id":1599,"date":"2025-07-18T23:25:15","date_gmt":"2025-07-19T02:25:15","guid":{"rendered":"https:\/\/arddhu.me\/?p=1599"},"modified":"2025-07-19T12:17:28","modified_gmt":"2025-07-19T15:17:28","slug":"bastardos-duas-gatas-e-um-v8-fumegante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arddhu.me\/en\/bastardos-duas-gatas-e-um-v8-fumegante\/","title":{"rendered":"Bastardos, duas gatas e um V8 fumegante"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading has-text-align-center\">(pregui\u00e7a)<\/h2>\n\n\n\n<p>O Zeppelin Oriental cortava o c\u00e9u com suas chamas,&nbsp;oriundas das paix\u00f5es dos ricos e poderosos, gente que n\u00e3o precisava se esfor\u00e7ar nesse mundo t\u00e3o estranho.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquele era o \u00fanico ve\u00edculo que podia voar naqueles dias e foi nele que as meninas ouviram, pela primeira vez, as hist\u00f3rias sobre o mundo do passado, uma \u00e9poca no qual&nbsp;o c\u00e9u era azul, na\u00e7\u00f5es existiam e a luz de todas as manh\u00e3s era t\u00e3o brilhante que ningu\u00e9m conseguia observ\u00e1-la sem ter a vista ofuscada.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas hist\u00f3rias era a de que as portas do Inferno se abriram, dois mundos se tornaram um, mas apenas um deles estava preparado para isso. Desde esses dias o Zeppelin existe e os que controlam o mundo s\u00e3o Sete.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecidos por \u201cGregoraquinianos\u201d, uma mescla amadora de \u201cGreg\u00f3rio\u201d e \u201cAquino\u201d, dois homens de uma \u00e9poca mitol\u00f3gica que descreveram o que esses dem\u00f4nios representam, s\u00e3o a pot\u00eancia que subverteu a vontade do mundo e ditou a realidade desde ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas eram as hist\u00f3rias contadas \u00e0 beira da mesa de carteado, nos quartos chiques, ao lado da roda de roleta-russa legalizada ou mesmo junto \u00e0 tenda dos Confrades das M\u00e1scaras, os mesmos que possibilitaram que eu relatasse essa hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando os Confrades das M\u00e1scaras embarcaram no Zeppelin foram tomados como uma nova atra\u00e7\u00e3o. Alguns riram de suas m\u00e1scaras enormes e de suas vestimentas estranhas, a \u00faltima risada foi dada quando a m\u00e1scara de um deles foi arrancada.<\/p>\n\n\n\n<p>Como pr\u00edncipes bastardos, filhos dos dem\u00f4nios com prole humana, sequer eles sabiam quem eram seus pais, apenas partilhavam deforma\u00e7\u00f5es assustadoras e uma l\u00edngua que ningu\u00e9m mais entendia.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa das paradas&nbsp;do Zeppelin, na zona das gueixas p\u00f3s-pagas de elite, duas meninas embarcaram, foram as primeiras a conseguir alguma risada dos confrades. Sevla encantava com seu ar infantil e maldade pura no olhar, Melangra, com seus l\u00e1bios sempre avermelhados e o perfume ex\u00f3tico de outros mundos,&nbsp;contagiava.<\/p>\n\n\n\n<p>Elas n\u00e3o gostavam de trabalhar, jamais precisariam sendo a companhia mais procurada a bordo do dirig\u00edvel. Fizeram seu lar no segundo andar em um quarto&nbsp;decorado por drag\u00f5es serpentinos, com um mapa exato do c\u00e9u do momento no teto. Demorou um pouco para que os clientes deduzissem que eram irm\u00e3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Diziam gostar da antiga tem\u00e1tica oriental e que essa era a ess\u00eancia do Zeppelin, por isso tinham sido t\u00e3o bem aceitas. Uma vez, quando Sevla estava b\u00eabada, disse algo sobre terem transado incansavelmente com o dono do lugar, n\u00e3o o dono do Zeppelin, mas algo sobre algum \u201cesp\u00edrito do lugar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00edncipes sem coroa, poderosos sem renome, os Confrades com as viagens para l\u00e1 e para c\u00e1 outra vez foram deixando o dirig\u00edvel, fixaram moradia em terras distintas e com isso as duas irm\u00e3s perderam pouco a pouco o prazer que viam em tudo na vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Sevla demonstrou sua amargura&nbsp;colocando fogo em um cliente enquanto Melangra afundou-se ainda mais em seus mist\u00e9rios. Sempre calada, comportava-se como uma esfinge.<\/p>\n\n\n\n<p>Vez ou outra&nbsp;um&nbsp;Confrade subia a bordo e por alguns dias Sevla voltava a ser uma mulher feliz fazendo companhia a eles por todo tempo. Eles n\u00e3o eram mais poderosos sem renome, passaram a erguer coroas com impon\u00eancia que assustou a muitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os que sempre lhes respeitaram receberam suas honras, j\u00e1 aqueles que insistiram no passado em trat\u00e1-los como deformados&nbsp;ou tach\u00e1-los como esc\u00f3ria, mesmo que em palavras n\u00e3o ditas, desapareceram no ar deixando para tr\u00e1s apenas propriedades como tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Melangra n\u00e3o se interessava mais pela Confraria, nutria sim um imenso respeito por eles, lhes era sol\u00edcita e eles prontamente respondiam a seus pedidos. Mas cremos que a falta de interesse era resultado de seu crescimento e de sua personalidade se definindo.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecemos as duas em uma mesa de cartas, belas e jovens, quase morreram por conta de uma trapa\u00e7a. Naquela \u00e9poca elas j\u00e1 tinham deixado bem claro que eram diferentes tanto por suas a\u00e7\u00f5es quanto por suas apar\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Sevla, a mais nova, sempre usava roupas provocantes que demonstravam sua personalidade passional e intensa, mantinha o cabelo,&nbsp;em tom loiro platinado, curto e sempre espetado, vestindo a carapu\u00e7a de rebeldia e irrever\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Melangra tinha apenas dois ou tr\u00eas anos a mais que a irm\u00e3, mas sempre pareceu mais velha. Vestia-se de modo sofisticado, como uma antiga mulher de neg\u00f3cios, ar sedutor e dominante ao qual lhe faziam par os perfumes \u00fanicos e o cabelo loiro escuro cortado em Chanel, com franjas pontudas e longas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma roda de cartas n\u00e3o \u00e9 uma boa roda de cartas sem tens\u00e3o e tes\u00e3o. \u00c9 apenas um passatempo de quem n\u00e3o tem nada para investir nem muito a perder. Naquela roda de cartas, tens\u00e3o era a moeda e o tes\u00e3o era proporcionado pelas duas com maestria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca tamb\u00e9m era segredo para elas que fomos n\u00f3s os&nbsp;respons\u00e1veis por organizar e liderar a Confraria,&nbsp;gra\u00e7as a isso, conhec\u00edamos&nbsp;seus truques para roubar nos jogos aprendidos com os confrades.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez deix\u00e1ssemos que elas nos limpassem at\u00e9 o \u00faltimo cobre, mas Sevla adorava correr sob o fio da navalha e se apostou para cobrir a aposta em sua mar\u00e9 de azar. Est\u00e1vamos em quatro naquela mesa, as duas irm\u00e3s, um bruxo jovem que tentava usar seus poderes para lograr a mesa, e n\u00f3s, vendo cada passo e tentativa de trapa\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A jogada era chamada de \u201cTr\u00eas Espadas\u201d, aprendida com a Confraria, levou o garoto a reconhecer a derrota e&nbsp;abandonar a mesa, com a previs\u00e3o daquele cen\u00e1rio, n\u00f3s sobrevivemos para a pr\u00f3xima m\u00e3o e foi a\u00ed que Sevla se apostou.<\/p>\n\n\n\n<p>Melangra n\u00e3o escondeu sua surpresa e a tens\u00e3o que o temor lhe causara, anal\u00edtica e inteligente, ela percebeu que tinha algo de muito estranho em nossa pessoa e nos olhou com seus olhos azuis faiscando e com aquela boca vermelha e carnuda anunciou uma seq\u00fc\u00eancia virtualmente imbat\u00edvel<\/p>\n\n\n\n<p>Apostamos a n\u00f3s tamb\u00e9m, Melangra conseguiu esconder a frustra\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o choque inicial, mas o tempo preciso entre um segundo e outro que os mortais raramente conseguem perceber, eram como um mapa de rea\u00e7\u00f5es para n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a aposta aceita cortamos o terceiro e \u00faltimo ato das Tr\u00eas Espadas dando a elas uma sa\u00edda honrosa, a irm\u00e3 mais nova se entregou de vez ao tes\u00e3o e a mais velha \u00e0 tens\u00e3o. Sabia que se n\u00f3s abr\u00edssemos as cartas e revel\u00e1ssemos sua trapa\u00e7a, as penas seriam severas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o quer\u00edamos&nbsp;separar as duas irm\u00e3s, sab\u00edamos que Melangra faria tudo para tentar manter essa uni\u00e3o desde que as conhecemos&nbsp;e as observ\u00e1vamos de cantos escuros, com isso a aposta foi dobrada, Melangra tamb\u00e9m se apostou para tentar negociar a vida da irm\u00e3 e acabamos por ganhar as duas.<\/p>\n\n\n\n<p>O dono do Zeppelin tentou negociar, ofereceu grandes quantias e privil\u00e9gios para que elas n\u00e3o sa\u00edssem dali. Certificamos de que ele receberia quatro garotas novas prontas para aceitar seus objetivos, pontuamos ainda que, elas n\u00e3o seriam nada comparadas&nbsp;\u00e0s duas irm\u00e3s, mas que no final do dia, o caixa lhe daria um motivo a mais para sorrir.<\/p>\n\n\n\n<p>Descemos no pouso seguinte e&nbsp;deixamos as duas fazendo suas despedidas. Encontrar\u00edamos-nos novamente dali duas semanas, quando o Zeppelin chegasse a&nbsp;G\u00f3lgota, nossa cidade. Era tempo suficiente para que elas terminassem de limpar bolsos para reunir uma quantia e tentarem negociar suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dias se passaram, o Zeppelin despontava no Horizonte como um ponto pequeno e distante, desceu lentamente no ancoradouro revelando seu esplendor. A cabe\u00e7a de drag\u00e3o que fazia frente \u00e0 cabine de comando cuspiu um jato de fogo, as luzes externas se acenderam e pela primeira vez eu parava para notar cada detalhe daquela constru\u00e7\u00e3o bel\u00edssima.<\/p>\n\n\n\n<p>O dono da embarca\u00e7\u00e3o se aproximou oferecendo uma \u201cproposta irrecus\u00e1vel\u201d para que deix\u00e1ssemos as irm\u00e3s ainda sob sua guarda. Vencido, ele voltou \u00e0 embarca\u00e7\u00e3o enquanto pessoas subiam nela com bolsos cheios ou desciam com a vida por um fio. Ent\u00e3o desceram as irm\u00e3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Chamamos aquele momento de primeiro encontro, era a \u00fanica forma de fazer jus \u00e0 beleza de sua descida, irradiando felicidade e dedica\u00e7\u00e3o para aquela nova vida que as tomava por assalto, Sevla fingiu um sorriso e Melangra fez a oferta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tomamos as m\u00e3os dela e as beijamos, a recusa foi feita olhando firmemente em seus olhos e aproximamos aqueles delicados e belos&nbsp;dedos de nosso cora\u00e7\u00e3o. Ou do que seria anatomicamente o espa\u00e7o para tal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela fechou os olhos e foi guiada pelo ritmo que reverberava ali dentro fingindo ser um cora\u00e7\u00e3o, sentiu uma sinfonia antiga e amistosa que clamava a felicidade de sua chegada. Sevla n\u00e3o entendeu quando Melangra lhe deu um sorriso e disse que finalmente elas estavam em casa, custou a acreditar e somente o fez quando recebeu o mesmo tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Elas eram bem diferentes, Melangra me conquistara rapidamente pela sua personalidade e beleza refinadas. Sevla, por sua vez nunca me atra\u00edra, no entanto quando tocou meu peito, a reverbera\u00e7\u00e3o tomou conta de meu corpo e mente, me deixando como um mero espectador.&nbsp;Belial encontrara uma amada.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria errado dizer que ele vive dentro de mim, pois ele n\u00e3o \u00e9 apenas um, mas sim Legi\u00e3o. Ainda, depois de tantos anos sem envelhecer, n\u00e3o sabemos mais quem vive dentro de quem, apenas que a personalidade Belial \u00e9 a que tem por mais tempo repousado.<\/p>\n\n\n\n<p>O V8 fumegante nos esperava junto ao xam\u00e3 que o conduziria. Antes que nos aproxim\u00e1ssemos dele, as irm\u00e3s vislumbraram as Tr\u00eas Agulhas Negras, as enormes constru\u00e7\u00f5es de G\u00f3lgota,&nbsp;perceberam os planos secretos de nosso cora\u00e7\u00e3o e nos abra\u00e7aram cada uma de um lado. Sevla \u00e0 esquerda e Melangra \u00e0 direita.<\/p>\n\n\n\n<p>Menos de meia hora era necess\u00e1ria para ir do ancoradouro at\u00e9 a Agulha principal, uma viagem curta, feita lentamente para que elas vissem a extens\u00e3o do sonho do qual passaram a fazer parte. At\u00e9 o V8 desistir de funcionar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais de vinte minutos se passaram enquanto o Xam\u00e3 fazia suas preces para que o V8 voltasse a funcionar. Riscou o ch\u00e3o, aspergiu sangue e saliva, mas nada fazia o ve\u00edculo dar o menor sinal de movimento. Sua irrita\u00e7\u00e3o era evidente, ajoelhou e iniciou mais uma s\u00e9rie de preces, foi quando senti que j\u00e1 poder\u00edamos ter andado e feito o que restava do caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o era velho, talvez tivesse pr\u00f3ximo dos cinq\u00fcenta anos, mas como todos os Xam\u00e3s, sua apar\u00eancia escondia os prod\u00edgios de que era capaz com seu corpo modificado por uma magia estranha. Alguns diziam que eles na verdade eram n\u00e3o eram humanos, principalmente pela forma como lidavam com suas t\u00e3o cobi\u00e7adas m\u00e1quinas, mas eu sabia que eles respiravam e sangravam exatamente como qualquer outro mortal.<\/p>\n\n\n\n<p>A letargia tomou meu organismo, e apenas ent\u00e3o percebi que algo de muito estranho estava acontecendo. Belial adormecia, sua voz n\u00e3o existia e nem sua presen\u00e7a. Fui tomado, pela primeira vez, por p\u00e2nico e a verdadeira sensa\u00e7\u00e3o de solid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; O ve\u00edculo n\u00e3o vai se mover?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Aguarde senhor, ele est\u00e1 tentando, mas uma for\u00e7a estranha est\u00e1 fazendo com que n\u00e3o consiga. \u2013 N\u00e3o fosse a seriedade e o suor vertido pelo xam\u00e3, eu acharia que era piada ele referir-se \u00e0 m\u00e1quina como a um ser vivo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Vamos andando garotas. \u2013 Dito isso minha for\u00e7a desvaneceu, esfreguei os olhos e vi que a dist\u00e2ncia, antes \u00ednfima, se alongara por milhares de quil\u00f4metros. O mundo inteiro estava se transformando, e at\u00e9 mesmo as mulheres tinham sido tomadas por aquilo.<\/p>\n\n\n\n<p>No ch\u00e3o, Sevla j\u00e1 estava deitada e fazia uma cara de cansa\u00e7o t\u00e3o contagiante que era convite para deitar&nbsp;tamb\u00e9m, ignorar aquela terra vermelha e procurar um canto para descansar. Encostar as costas e esperar que o xam\u00e3 restaurasse o comando sobre sua m\u00e1quina n\u00e3o seria um grande sacrif\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Melangra resistia, j\u00e1 estava arqueada com as m\u00e3os em seus joelhos como se algo a empurrasse para baixo, for\u00e7ando cada m\u00fasculo de seu corpo a lutar contra a vontade de se jogar no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Faz sempre esse calor terr\u00edvel por aqui? \u2013 As palavras dela foram ditas de modo mole e quase sem f\u00f4lego. Mas do que ela falava?&nbsp;G\u00f3lgota nunca tivera calor como ambiente!<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 que era esse o motivo, uma sensa\u00e7\u00e3o de calor que eu n\u00e3o sentia desde minha vida humana? N\u00e3o, elas eram humanas e n\u00e3o existia um motivo para que qualquer sensa\u00e7\u00e3o dessas causasse tanto estrago. Pensar se tornara cansativo e o Xam\u00e3 que estava h\u00e1 centenas de metros parecia j\u00e1 dormir.<\/p>\n\n\n\n<p>Cansa\u00e7o, sono, moleza, letargia, conforto, tudo estava bem. Por quais motivos eu iria querer sair daquele lugar?&nbsp;N\u00e3o existiam motivos para que eu me esfor\u00e7asse em vida, ainda mais naquele mundo escabroso.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e3o de Melangra vinha em minha dire\u00e7\u00e3o, pareceu que demoraria uma centena de anos para chegar ao meu rosto, mas ainda assim mover-se para evitar o tapa n\u00e3o era poss\u00edvel, eu estava caindo, o universo escolhera que tudo aconteceria lentamente.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 que ela caiu na letargia e o tapa jamais chegou. Era a sensa\u00e7\u00e3o da morte? Como minha vida n\u00e3o come\u00e7ou a passar na frente de meus olhos eu mesmo escolhi relembr\u00e1-la, a come\u00e7ar pela primeira mem\u00f3ria que eu guardava: o assassinato de minha m\u00e3e e minhas duas irm\u00e3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu ainda era apenas um garoto, meu pai um psicopata.&nbsp;Eu j\u00e1 corria dele por horas me escondendo e ainda assim ele me encontrava, hoje sei que foi Belial quem me protegeu quando&nbsp;fui encurralado em uma rua sem sa\u00edda e vi a morte se aproximando lentamente, da mesma forma&nbsp;como estava testemunhando ao lado daquele V8.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu \u00faltimo passo foi dado h\u00e1 alguns metros de mim, ele me vira ali indefeso e im\u00f3vel, pois a exaust\u00e3o era o pre\u00e7o de ter abusado tanto de um corpo infantil. Pensei naquele momento em rezar para algum deus, mas n\u00e3o tinha cren\u00e7a nem tempo para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>De uma garagem de uma velha constru\u00e7\u00e3o saiu um V8 fumegante, diferente do vermelho que o xam\u00e3 pilotava, preto com pintura de chamas em sua lataria. Arrebentou a madeira da garagem e acertou em cheio meu pai jogando-o contra a parede, deixando-o&nbsp;quase morto. Dois garotos de apar\u00eancia angelical sa\u00edram do carro e sua simples presen\u00e7a j\u00e1 me dera conforto e confian\u00e7a, me aproximei deles para agradecer:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Que legal, vamos passar por cima dele agora? \u2013 um deles disse perguntou.<\/p>\n\n\n\n<p>Aceitei o convite, entrei no carro e me deliciei com o som dos pneus passando por cima da cabe\u00e7a daquele maldito, uma, duas, tr\u00eas vezes seguidas. At\u00e9 que o que restara ali n\u00e3o tivesse sequer a sombra de um dia ter sido uma pessoa. Fui deixado na esquina de casa, naquela \u00e9poca existia pol\u00edcia e ela j\u00e1 estava verificando a atrocidade que ocorrera em meu lar.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem evid\u00eancias que me protegessem fui preso pelo assassinato de minha fam\u00edlia e levado para uma institui\u00e7\u00e3o de corre\u00e7\u00e3o onde agonizei por longos seis meses, uma queda do qual eu ainda n\u00e3o tinha sentido o total impacto.<\/p>\n\n\n\n<p>Meio \u00e0s disputas de poder dos maiores eu me tornara uma v\u00edtima, at\u00e9 que a morte me seguiu at\u00e9 aquele lugar maldito, como uma ben\u00e7\u00e3o. Acordei no meio de uma noite e l\u00e1 estavam os dois g\u00eameos do V8 flamejante, colocando fogo em cada um dos que me atormentaram ao longo daqueles seis meses de dor e terror, um deles viu que eu acordara e disse:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Fuja, n\u00f3s cobrimos voc\u00ea!<\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o sabia naquela \u00e9poca, mas aqueles irm\u00e3os eram Belial, uma for\u00e7a t\u00e3o antiga que remontava \u00e0s \u00e9pocas do para\u00edso. E o V8, sua paix\u00e3o desde as primeiras influ\u00eancias nesse mundo, era a carruagem que ele escolhera para a nova fase de sua exist\u00eancia, para a melhor execu\u00e7\u00e3o de seus planos e conex\u00e3o com seu futuro recipiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltei daquela sess\u00e3o nost\u00e1lgica e percebi que ainda estava entre os segundos de minha queda no ch\u00e3o devido \u00e0quela moleza, mas ao menos a velocidade do pensamento tinha se recuperado. Belial n\u00e3o estava em \u201ccasa\u201d, ou se estava, permanecera dormindo. Ordenei a meus pulm\u00f5es que recuperassem o f\u00f4lego e eles atenderam depois de anos sem comunica\u00e7\u00e3o de minhas ordens para meus pr\u00f3prios \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi delicioso o ar respirado entrar como uma navalha gelada rasgando as narinas e as gargantas, meus olhos vidraram por um momento e a letargia sumiu. Era bom demais retomar o controle dos atos e do pensamento.<\/p>\n\n\n\n<p>As garotas estavam no ch\u00e3o em um transe orgasm\u00e1tico balbuciando palavras em uma velocidade m\u00ednima e quase sem for\u00e7a, a letargia as dominava e tamb\u00e9m ao Xam\u00e3. O mundo deixara de ser aquela imensid\u00e3o quilom\u00e9trica para cada cent\u00edmetro, em G\u00f3lgota, ordenei ao mundo ao meu redor que revelasse a fonte da for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele estava l\u00e1, conseguira derrubar em seus sussurros cada um de n\u00f3s ao torpor, mas n\u00e3o aos esp\u00edritos da terra, n\u00e3o aos que viviam em cada pedra e gr\u00e3o de terra, os verdadeiros servos de Belial. Belphegor, o Gregoraquiniano da Pregui\u00e7a, um dos Sete Sacais, deitado sobre o cap\u00f4 do V8 com suas pernas cruzadas:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Elas sempre foram pregui\u00e7osas, n\u00e3o queriam trabalhar para ganhar o sustento. Preferiam abrir as pernas. Voc\u00ea se tornou pregui\u00e7oso depois de Belial, n\u00e3o dirigiu mais sua vida e nem se preocupou com o comportamento de seu corpo \u2013 Sua l\u00edngua estalava no ar como um chicote cadenciado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; E meu irm\u00e3ozinho, Belial? Oras, foi t\u00e3o pregui\u00e7oso que recusou-se a andar pelo mundo, permanecendo em seu corpo fraco e pat\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Havia verdade nas palavras de Belphegor, todas as escolhas citadas foram feitas em prol do menor esfor\u00e7o. Mas qual era a medida do que era pregui\u00e7a, o que definia que o esfor\u00e7o n\u00e3o era o suficiente para a causa o qual ele era empregado?<\/p>\n\n\n\n<p>Como todos outros valores que reinaram na sociedade, era puramente arbitr\u00e1rio e referia-se aos que cercassem um indiv\u00edduo. Aquele maldito n\u00e3o era ningu\u00e9m com a autoridade de impor o que era ou n\u00e3o pregui\u00e7a apenas segundo sua \u00f3tica. Olhei para o Xam\u00e3 ainda em uma pose de ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Esse n\u00e3o usa as pr\u00f3prias pernas para andar, prefere fazer neg\u00f3cios com esp\u00edritos de uma m\u00e1quina.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Voc\u00ea \u00e9 um babaca pior do que Belial descreveu \u2013 ri para provoc\u00e1-lo \u2013 com esse conceito t\u00e3o vol\u00e1til posso dizer que voc\u00ea \u00e9 pregui\u00e7oso por ter nos paralisado para evitar um combate.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Mas eu assumo minha pregui\u00e7a&#8230; quando me conv\u00e9m. E agora que estamos apenas n\u00f3s dois aqui&nbsp; vou ensin\u00e1-lo como se dirigir a um ser superior \u2013 levantou-se do cap\u00f4 e apontou um dedo em minha dire\u00e7\u00e3o&nbsp; enquanto sua l\u00edngua continuava a estalar.<\/p>\n\n\n\n<p>-Entendo, sou apenas um \u201crecept\u00e1culo\u201d n\u00e3o \u00e9 mesmo? \u2013 eu sabia onde ele queria chegar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; N\u00e3o se apresse, n\u00e3o tente dizer minhas palavras \u2013 demonstrou leve irrita\u00e7\u00e3o \u2013 voc\u00ea \u00e9 um recept\u00e1culo sim, nada mais que isso, pois teu corpo foi feito do barro e&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; O seu foi feito do fogo, assim como o dos anjos foi feito da luz, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Pare de me provocar, mortal, voc\u00ea est\u00e1 apenas fazendo com que eu torne sua morte cada vez&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Mais lenta, dolorosa, intermin\u00e1vel e excruciante? \u2013 a cada vez que o interrompia a l\u00edngua diminu\u00eda a cad\u00eancia de seus estalos<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Acha que s\u00f3 porque viveu como um imortal at\u00e9 hoje&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; N\u00e3o irei morrer em suas m\u00e3os enrugadas, pregui\u00e7osas e banais?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Como quiser, vou acabar com voc\u00ea agora! \u2013 a l\u00edngua parou de estalar.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu precisava apenas daqueles dois segundos e quando os consegui, com uma dentada arranquei carne, pele, veias e m\u00fasculos de meu pulso. Era hora de Belial acordar e lidar com seu irm\u00e3o. Mas n\u00e3o deu certo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Meu irm\u00e3ozinho vai continuar a dormir. &#8211; o espa\u00e7o entre n\u00f3s foi reduzido atrav\u00e9s de uma distor\u00e7\u00e3o dimensional, Belphegor n\u00e3o andara, mas estava na minha frente no momento seguinte, com o bra\u00e7o a atravessar meu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Que droga \u2013 ri ao falhar daquela forma miser\u00e1vel \u2013 voc\u00ea pensou em tudo n\u00e3o foi?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Pensar? De forma alguma, acabar com um humano como voc\u00ea n\u00e3o exige pensamentos, planos nem tramas, \u00e9 algo t\u00e3o simples que se torna inevit\u00e1vel. \u2013 ele recolheu o bra\u00e7o e procurou por um cora\u00e7\u00e3o que n\u00e3o estava ali.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Sentiu falta de algo?<\/p>\n\n\n\n<p>Ele fechou os olhos e para expandir sua percep\u00e7\u00e3o demon\u00edaca quando notou uma distor\u00e7\u00e3o dimensional atr\u00e1s dele, percebeu o que eu quisera fazer aquele tempo todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Seus poderes para distorcer o espa\u00e7o e o tempo, causando aquela letargia e finalmente a imobilidade eram fruto dos estalos feito pela sua l\u00edngua em formato de falo. Ao fazer com que ela parasse de estalar, a possibilidade de propagar meu pensamento por G\u00f3lgota se apresentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora Belial tivesse sido o arquiteto da cidade, era meu sangue que corria em cada constru\u00e7\u00e3o e cada c\u00e9lula de meu corpo estava intrinsecamente conectada com tudo, at\u00e9 mesmo com a morada dos afilhados de Belial. Contat\u00e1-los naqueles dois segundos n\u00e3o requisitou quase nada de for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Atr\u00e1s de Belphegor estavam v\u00e1rios Confrades, mais da metade dos Mascarados, todos movidos automaticamente pelo bastardo que ele fizera no passado e deixara viver, um ser com as mesmas capacidades e poderes dele, mas tutorado pelo irm\u00e3o que ele fizera dormir.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Voc\u00ea n\u00e3o deveria estar aqui, bastardo. \u2013 falou de olhos fechados, irritado com a intrus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Imagine, meu pai, que eu o deixaria esperando. Sei o quanto sua pregui\u00e7a \u00e9 lend\u00e1ria e como cada movimento \u00e9 feito t\u00e3o raramente. \u2013 Um dos mascarados disse aquilo com uma voz t\u00e3o grossa e forte que parecia o barulho de rochas explodindo.<\/p>\n\n\n\n<p>Belphegor percebeu que aquele fora o \u00faltimo erro de sua exist\u00eancia. Tentou deslocar o espa\u00e7o ao seu redor para escapar, mas ao olhar para baixo viu que a terra se tornara s\u00f3lida como \u00e2mbar, na forma de um c\u00edrculo m\u00e1gico que n\u00e3o estava em livro algum, pois todos foram cuidadosamente destru\u00eddos no momento de ascens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Onde voc\u00ea arrumou isso? Eu destru\u00ed pessoalmente todos os livros que&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Continham esse c\u00edrculo e todas outras informa\u00e7\u00f5es que poderiam facilitar a destrui\u00e7\u00e3o e controle de cada um dos sete, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Eu te apresento, meu pai, um computador port\u00e1til \u2013 retirou de seu bolso e mostrou um aparelho de&nbsp;visor luminoso onde estava o c\u00edrculo descrito, digitalizado de um dos raros livros que o possu\u00edam integralmente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Tecnologia, eu destru\u00ed tudo&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Que voc\u00ea conseguiu lembrar n\u00e3o \u00e9 mesmo? Mas somos apenas humanos e bastardos, jamais pensar\u00edamos em juntar trinta desses para montar um que funcionasse n\u00e3o \u00e9 mesmo? E ainda, nunca ter\u00edamos a brilhante id\u00e9ia de vasculhar os restos de uma velha biblioteca, encontrar CDs, Disquetes e outras formas de armazenar informa\u00e7\u00e3o que pudessem conter o que foi completamente digitalizado no come\u00e7o do s\u00e9culo&#8230; n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n\n\n\n<p>Belial acordou, senti minhas for\u00e7as de volta quando ele regenerou rapidamente o ferimento de meu corpo, antes que eu encontrasse a morte final, em seguida, se afastou daquele c\u00edrculo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Ol\u00e1 irm\u00e3o, vejo que foi enganado por um \u201csimples homem\u201d. Talvez n\u00e3o tenha passado pela sua cabe\u00e7a, mas achou realmente que eu me uniria completamente com um idiota incapaz de solucionar um pequeno problema como voc\u00ea?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Belial, o que voc\u00ea&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Cale-se, meu \u201cirm\u00e3o\u201d. Voc\u00ea cometeu o erro de me atacar em G\u00f3lgota, a minha cidade. O final ideal para sua exist\u00eancia ser\u00e1 po\u00e9tico, b\u00edblico e visceral, sem qualquer vest\u00edgio de Pregui\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Sirvam-se, meus afilhados! \u2013 meu corpo abriu os bra\u00e7os sob o controle de Belial que proferira com prazer as \u00faltimas palavras para seu irm\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Agradecemos, padrinho. \u2013 Sussurraram em un\u00edssono.<\/p>\n\n\n\n<p>O Bastardo retirou sua m\u00e1scara, mostrou seu rosto que at\u00e9 ent\u00e3o era desconhecido pelo seu pr\u00f3prio pai, talvez a segunda ou a terceira arcada de dentes de tubar\u00e3o tenha feito ele entender o que aconteceria.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem se importar, tomamos Sevla e Melangra nos bra\u00e7os, o Xam\u00e3 enfim teve suas preces atendidas e o V8 voltou a funcionar,&nbsp;abandonamos a cena de fratric\u00eddio e canibalismo aproveitando o que restara da viagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Belphegor n\u00e3o mais existia, o equil\u00edbrio dos Sete fora balan\u00e7ado e um filho bastardo teve acesso a toda sua heran\u00e7a sob o patroc\u00ednio de seu tio, Belial. A poesia proferida foi dada pelos gritos do Gregoraquiniano sendo mutilado e consumido pela pr\u00f3pria prole.<\/p>\n\n\n\n<p>Longe, com o vento no rosto conhecendo as paisagens de G\u00f3lgota, Melangra e Sevla compreendiam a extens\u00e3o de nossos planos vendo as Tr\u00eas Agulhas se aproximando, sua nova casa, seu novo lar. Elas deixavam os bastidores para se tornarem as estrelas principais de nosso sonho.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(pregui\u00e7a) O Zeppelin Oriental cortava o c\u00e9u com suas chamas,&nbsp;oriundas das paix\u00f5es dos ricos e poderosos, gente que n\u00e3o precisava se esfor\u00e7ar nesse mundo t\u00e3o estranho. 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