{"id":1644,"date":"2025-07-19T13:40:35","date_gmt":"2025-07-19T16:40:35","guid":{"rendered":"https:\/\/arddhu.me\/?p=1644"},"modified":"2025-07-19T13:40:38","modified_gmt":"2025-07-19T16:40:38","slug":"o-mundo-de-gehenah","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arddhu.me\/en\/o-mundo-de-gehenah\/","title":{"rendered":"O mundo de Gehenah"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-center has-small-font-size\"><strong>Artigo publicado originalmente na revista &#8220;R.I.P. Read in Peace&#8221; n\u00ba 07 em Setembro de 2011<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><em>\u201c<\/em><em>Gehenna<\/em><em> (Grego <\/em><em>\u03b3\u03ad\u03b5\u03bd\u03bd\u03b1<\/em><em>), <\/em><em>Gehinnom<\/em><em> (Hebraico Rab\u00ednico: \u05d2\u05d4\u05e0\u05d5\u05dd\/\u05d2\u05d4\u05e0\u05dd) e Yiddish Gehinnam, s\u00e3o termos derivados de um local fora da antiga Jerusal\u00e9m conhecido na B\u00edblia dos Hebreus <\/em><em>como o Vale do Filho de Hinnom <\/em><em>(Hebraico: \u05d2\u05b5\u05d9\u05d0 \u05d1\u05b6\u05df\u05be\u05d4\u05b4\u05e0\u05b9\u05bc\u05dd <\/em><em>ou <\/em><em>\u05d2\u05d9\u05d0 \u05d1\u05df-\u05d4\u05d9\u05e0\u05d5\u05dd); um dos dois principais vales circundando a Velha cidade.<\/em><em>\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">* Traduzido do original em http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gehenna<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Muitas vezes me perguntei como eram criados os mundos de fantasia, talvez voc\u00ea tamb\u00e9m&nbsp;tenha feito essa pergunta, seja para outros g\u00eaneros liter\u00e1rios, como o de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, o consagrado \u201cmedieval fant\u00e1stico\u201d, ou at\u00e9 mesmo o \u201ccyber punk\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu era apenas um garoto nessa \u00e9poca e n\u00e3o sabia da missa a metade. Acreditava que era fruto de genialidade e tudo resultado de uma tarefa Herc\u00falea, o que mostra que eu estava com os pensamentos no caminho certo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o fui preciso quanto \u00e0 genialidade. Mas se tratando da tarefa, malditas palavras, podiam ter me enganado um pouco mais: Herc\u00faleo \u00e9 pouco. Como falamos de esfor\u00e7o de divindades gregas, cabe aqui mencionar Atlas, o mesmo que carrega o mundo em suas costas.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebi com o tempo que escrever demandava, em primeiro plano, duas coisas que eu n\u00e3o tive sorte de ter como talentos naturais, esfor\u00e7o e disciplina. Criatividade? \u00c9 um artigo supervalorizado, mas sem o qual nada acontece.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada em minha vida \u00e9 fruto de milagre, n\u00e3o sei se isso \u00e9 uma ben\u00e7\u00e3o ou maldi\u00e7\u00e3o (depende do ponto de vista), mas aprendi com essa conclus\u00e3o que eu precisava dominar a arte da lapida\u00e7\u00e3o de rochas, aparando cada aresta de forma precisa para que verdadeiras joias surgissem e, a primeira joia a lapidar era meu esfor\u00e7o e minha disciplina.<\/p>\n\n\n\n<p>A essa altura talvez voc\u00ea pergunte \u201ce eu com isso?\u201d ou mesmo \u201cque cacete \u00e9 Gehenah ent\u00e3o?\u201d, e para isso eu pe\u00e7o calma, um pouco mais de floreio me \u00e9 permitido quando os caracteres n\u00e3o est\u00e3o limitados a conta gotas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse intuito, o de lapidar meu esfor\u00e7o e disciplina, em uma bela noite de ins\u00f4nia eu abri o laptop, carreguei a p\u00e1gina do Axis Draco e acessei sua interface administrativa por treino e costume. N\u00e3o tinha muitas ideias em mente e logo escolhi uma imagem em meus arquivos, escrevi um t\u00edtulo para uma nova postagem e encarei aquela tela em branco com linhas a me aguardar.<\/p>\n\n\n\n<p>Provavelmente demorou mais de quinze minutos entre um zapear e outro na mente at\u00e9 que eu percebi que ainda n\u00e3o tinha escrito uma letra sequer.&nbsp; Pensei em escrever conto para um de meus mundos, alternei o foco entre cada um deles, mas nada conseguia ser produzido.<\/p>\n\n\n\n<p>Falo de mundos, pois criei v\u00e1rios, talvez at\u00e9 mais do que seria sadio para uma pessoa, se \u00e9 que existe esse limite. Com o passar do tempo percebi que v\u00e1rios deles eram um s\u00f3, mas em tempos diferentes ou em uma geografia distante. Foi a minha fase de aglutina\u00e7\u00e3o, onde de quatro ou cinco, sobrava apenas um novo mundo de maior complexidade e beleza.<\/p>\n\n\n\n<p>Gehenah n\u00e3o foi assim.<\/p>\n\n\n\n<p>Encarava aquela tela com uma sensa\u00e7\u00e3o quase claustrof\u00f3bica, passei pela raiva, esbocei algumas linhas com um objetivo e nada. Minha disciplina nesse momento estava em permanecer ali at\u00e9 que algo surgisse, um milagre acontecesse.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembram o que eu disse antes sobre milagres em minha vida? Exatamente, n\u00e3o aconteceu. Eu simplesmente apaguei a imagem, o t\u00edtulo e todas as inten\u00e7\u00f5es de escrever qualquer coisa. Posso dizer que alcancei um estado zen, ou talvez sem: sem criatividade, sem m\u00e9todo nem alternativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Respirei fundo e comecei a digitar, os dedos tocavam as teclas e as primeiras letras apareceram, seguiram formando palavras e per\u00edodos a esmo, sem um direcionamento ou mesmo foco, apenas um exerc\u00edcio quase inconsciente de n\u00e3o pensar com a mente, mas sim esvaziando um reservat\u00f3rio que eu nunca tinha acessado.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco mais de uma hora depois o ponto final \u00e9 dado. Percebo o que fiz e n\u00e3o consigo acreditar em um primeiro momento, \u00e9 estranho demais para ser verdade, parece at\u00e9 um milagre.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto aconteceu.&nbsp; N\u00e3o um milagre, mas assim nasceu o conto \u201cCutelo de Prata e a quest\u00e3o de Dandara\u201d em um mundo n\u00e3o criado, n\u00e3o pensado ou concebido anteriormente, sem regras ou mesmo delimita\u00e7\u00f5es. Cada linha escrita foi dando forma a esse lugar, a essa realidade sem que fosse o objetivo. O conto foi recortado e colado em um arquivo de Word, salvo e engavetado.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece estranho, mas muitos contos acontecem assim, sem querer, mais bizarro nesse momento foi a aus\u00eancia de vontade de escrever um, apenas a vontade de escrever. Certamente voc\u00ea pode pensar que ainda mais bizarro \u00e9 enterrar algo para que possa florescer, descansar e encorpar. E n\u00e3o, n\u00e3o estamos falando de bebidas que demandam envelhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>E Gehenah? Estamos quase l\u00e1, aproveite a paisagem antes de chegar ao destino, \u00e0s vezes ela vale muito mais a pena.<\/p>\n\n\n\n<p>Algum tempo depois a Editora Estronho anunciou a antologia VII Dem\u00f4nios, n\u00e3o apenas uma antologia, mas sete. Cada uma inspirada em um dos pecados capitais descritos originalmente por Ev\u00e1grio de Ponto, um monge crist\u00e3o, depois modificados pelo Papa Greg\u00f3rio I e por fim consagrados por S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino na forma que conhecemos.<\/p>\n\n\n\n<p>A estes mesmos pecados foram posteriormente \u201cpresenteados\u201d sete dem\u00f4nios por Peter Binsfeld, um demonologista e padre medieval. De posse dessas informa\u00e7\u00f5es que j\u00e1 eram de meu conhecimento, li a proposta da Editora com essas antologias e tive uma daquelas fant\u00e1sticas ideias de jerico. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 Jeric\u00f3, a cidade cujas muralhas foram destru\u00eddas pelas trombetas de um anjo, mas sim o dito popular que empresta nome ao asno, ou jumento.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, a concep\u00e7\u00e3o foi a de escrever para cada uma dessas antologias, anunciadas com o m\u00ednimo de dez mil caracteres e o m\u00e1ximo de vinte e quatro mil, totalizavam de setenta a cento e sessenta e oito mil caracteres que seriam trabalhados.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo bem, sete contos n\u00e3o matam ningu\u00e9m. Mas e a vis\u00e3o foi apenas essa? N\u00e3o, para engrossar o caldo resolvi que seriam sete contos em um mesmo mundo, dessa vez um novo, criado exclusivamente para abarcar esta heptaempreitada. Como tempero, pois pimenta no olho dos outros \u00e9 refresco, todos eles deveriam estar interligados, com refer\u00eancias um aos outros sem que no entanto fosse necess\u00e1rio a leitura de outro conto para a compreens\u00e3o de algum deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois \u00e9, tal qual uma ideia de jerico, ela era amalucada, e do jerico (o asno) eu tive que extrair seus dois atributos mais importantes: teimosia e for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim come\u00e7a de fato a g\u00eanese de Gehenah.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando inicie os preparativos para essa jornada da escrita, separei uma d\u00fazia de links e mais de dez livros, todos como refer\u00eancia, aux\u00edlio e apoio para o processo bizarro que \u00e9 costumeiramente chamado de \u201cwordlbuilding\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que \u00e9 o Worldbuilding?<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo sua tradu\u00e7\u00e3o ao p\u00e9 da letra, \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um mundo, de suas caracter\u00edsticas, hist\u00f3ria, vida, fauna, geografia entre as muitas outras necessidades que surgem com essa tentativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ainda, toda a estrutura criada de forma objetiva para possibilitar uma narrativa cujas informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam conflitantes dentro do que quer que voc\u00ea escreva. Sem que a princesa comece a hist\u00f3ria com olhos verdes e termine com eles azuis, ou mesmo uma viagem que algu\u00e9m demorou vinte dias a cavalo, seja feita em uma semana a p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Worldbuilding \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o especial com o pano de fundo da hist\u00f3ria, seja ela criada unicamente baseada em conceitos abstratos ou mesmo inspirada em uma geografia certa, ou um per\u00edodo hist\u00f3rico. Essa preocupa\u00e7\u00e3o pode ser intensa e muitas vezes toma mais tempo para ser produzida que de fato a escrita.<\/p>\n\n\n\n<p>Novamente estava diante do notebook portando apenas vontade, mas sem ideias para toc\u00e1-la adiante. Foi o momento de agir como um coveiro e desenterrar o \u201cCutelo de Prata\u201d. L\u00e1 estava o mundo que eu iria utilizar para cada um dos contos, para cada uma dessas amalucadas tentativas de conseguir publicar meus escritos. Mas se voc\u00ea se lembra do que eu escrevi anteriormente, era apenas um conto, n\u00e3o a descri\u00e7\u00e3o precisa de um mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Portado de vontade e disciplina, chegara o momento de fazer valer o esfor\u00e7o. Comecei a enumerar fatores que pudessem me ajudar a construir tal mundo, fossem eles liter\u00e1rios, gr\u00e1ficos, musicais, cinematogr\u00e1ficos ou de qualquer outro meio de express\u00e3o art\u00edstica. Acreditem, deu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro passo foi reler aquele o j\u00e1 escrito e perceber que ele realmente n\u00e3o era um milagre. Estava truncado, mal escrito, falho e em muitas vezes incompreens\u00edvel. Percebi que ele fazia refer\u00eancias demais a coisas do mundo que ainda n\u00e3o tinham sido criadas, logo, eu precisava cri\u00e1-las primeiro para poder arrumar aquela bagun\u00e7a toda.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo passo foi ser honesto comigo, perguntar o que eu queria escrever, como seria feito e qual era a carga desejada para essa constru\u00e7\u00e3o. Responder a isso abriu as portas certas e conseguiu direcionar minhas pesquisas, estudos e leituras.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira refer\u00eancia a surgir foi a s\u00e9rie televisiva Supernatural, de onde eu j\u00e1 extra\u00edra um conceito (unindo-o a outros) para criar uma arma descrita no conto Oricvolver. Dessa vez o que extra\u00ed foi a atmosfera sobrenatural, um mundo onde coisas estranhas acontecem frequentemente e quase sempre n\u00e3o s\u00e3o para o bem da humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela saga dos irm\u00e3os Winchester consegui vencer algumas amarradas de apresentar dem\u00f4nios dessa ou daquela forma, eram certos limites com a \u201cf\u00f4rma\u201d consagrada pelos estudos pelo assunto feitos por quase duas d\u00e9cadas de minha vida. Desapego foi a palavra correta para aquele momento<\/p>\n\n\n\n<p>Considerei boa a refer\u00eancia, mas vazia e vaga. Embora a s\u00e9rie tenha seus momentos altos, no geral ela cai no lugar comum de uma hist\u00f3ria que n\u00e3o pode ser explorada a fundo, apenas no decorrer de uma temporada inteira podemos ver as reais tramas, chegara o momento de procurar algo mais s\u00f3lido.<\/p>\n\n\n\n<p>A refer\u00eancia seguinte foi liter\u00e1ria, nada mais que o mestre Howard Phillips Lovecraft (e se voc\u00ea somente o reconheceu pelo sobrenome, tome vergonha na cara e v\u00e1 ler uma de suas obras). Reli Azathoth, The&nbsp;Colour Out of&nbsp;Space, Under&nbsp;the&nbsp;Pyramids e tantos outros contos dos quais absorvi a cria\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica, a descri\u00e7\u00e3o, mesmo que velada,&nbsp; de entidades c\u00f3smicas supranaturais e, claro, o terror.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o desejava dar a t\u00f4nica \u00fanica do Terror nos sete contos, mas conforme o mundo no qual eles se ambientavam era constru\u00eddo tornou-se ineg\u00e1vel a constata\u00e7\u00e3o desse fator&nbsp; ser a constante e n\u00e3o uma vari\u00e1vel. Como seria diferente se aos poucos eu via que cada lugar era se n\u00e3o mais, t\u00e3o in\u00f3spito quanto o anterior? E segui reunindo os fragmentos para essa constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A terceira refer\u00eancia foi uma m\u00fasica, apenas uma can\u00e7\u00e3o de Marilyn Manson de nome \u201cFour Rusted&nbsp;Horses\u201d cujo t\u00edtulo que me fez indagar sobre como seria um mundo no qual os cavalos, dos quatro cavaleiros do apocalipse, estivessem enferrujados. Afinal, o que teria feito com que eles estivessem ali largados ao sabor do tempo?<\/p>\n\n\n\n<p>Entendam, a refer\u00eancia musical sozinha embora seja bela e tenha em sua si o clima perfeito, n\u00e3o fez muita coisa, ela serviu apenas como base para uma indaga\u00e7\u00e3o que me fez sacar a b\u00edblia e reler Apocalipse 6: 2-8. Entendi que eu estava falando de um lugar onde o ju\u00edzo final j\u00e1 tinha acontecido e nele n\u00e3o restaram hist\u00f3rias felizes para contar.<\/p>\n\n\n\n<p>De posse dessas tr\u00eas refer\u00eancias eu j\u00e1 tinha um esqueleto, uma arma\u00e7\u00e3o inicial onde poderia come\u00e7ar a colocar penduricalhos e a tra\u00e7ar linhas de conex\u00e3o entre eles, criando assim a estrutura necess\u00e1ria para dar l\u00f3gica ao conto do Cutelo de Prata. Logo em seguida eu o reescrevi e tudo come\u00e7ou a fazer mais sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Casa arrumada. Vamos aos pr\u00f3ximos detalhes. Mais e mais refer\u00eancias, mais e mais inspira\u00e7\u00f5es. Quando reli o Cutelo na mesma hora me lembrei de um conto (do escritor Jacques Barcia) lido pouco tempo antes, \u201cSalvaging&nbsp;Gods\u201d publicado na Clarkesworld Magazine e percebi nele&nbsp;a atmosfera New&nbsp;Weird&nbsp;com a qual o Cutelo reverberava. Aquele lugar com fatos que aos nossos olhos seriam surreais, mas que faziam completo senso para seus personagens.<\/p>\n\n\n\n<p>Reli \u201cSalvaging&nbsp;Gods\u201d e com isso ficou claro que o ambiente rascunhando era dotado de suas pr\u00f3prias leis e regras, muitas vezes, diferentes das com as quais vivemos. Tomar ci\u00eancia das duas pr\u00f3ximas refer\u00eancias aconteceu naturalmente, eram uma sequencia l\u00f3gica. O filme \u201cO Livro de Eli\u201d, onde um peregrino faz sua jornada por um mundo p\u00f3s-apocal\u00edptico totalmente dist\u00f3pico com um prop\u00f3sito inquebrant\u00e1vel e o jogo Fallout, ambientado em outro lugar onde nada de bom pode acontecer ap\u00f3s uma guerra nuclear.<\/p>\n\n\n\n<p>Do livro de Eli eu fiz rapidamente um pulo para Waterworld e Mad Max. Tr\u00eas mundos cinematogr\u00e1ficos explorados com seus m\u00e9ritos e dem\u00e9ritos, onde a express\u00e3o \u201cdesola\u00e7\u00e3o\u201d fazia todo sentido ao se analisar a popula\u00e7\u00e3o ou mesmo o cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Eram muitas refer\u00eancias, tantas que eu estava perdido e para me achar eu tive que dar um passo de f\u00e9 e afundar nesse abismo da dispers\u00e3o. Juntar mitologia greco-romana, hindu, n\u00f3rdica, celto-dru\u00eddica, \u00e0 crist\u00e3 com sua escatologia? Oh yeah baby, \u00e9 disso que eu estava falando!<\/p>\n\n\n\n<p>Os sete dem\u00f4nios seriam reais, n\u00e3o apenas uma constru\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica ou imag\u00e9tica que ganhou for\u00e7a, mas sim uma releitura de v\u00e1rios textos cl\u00e1ssicos do cristianismo ou do juda\u00edsmo sefardita que transformava pesadelos em uma realidade com a qual seria necess\u00e1rio conviver.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o fato dos dem\u00f4nios definido chegava o momento de ajustar a cosmologia e cosmogonia. N\u00e3o confundir as duas, por favor, enquanto a \u201cgonia\u201d define a origem do universo atrav\u00e9s de seus mitos, em mundos fant\u00e1sticos a \u201clogia\u201d abrange a descri\u00e7\u00e3o do mesmo, especialmente quando est\u00e1 em quest\u00e3o esquemas de planos e dimens\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A esses dois fatores eu tive de adicionar um terceiro de mesma import\u00e2ncia, a teogonia. O prefixo \u201cteo&#8221; refere-se a deuses e por consequ\u00eancia o que eu tive de esbo\u00e7ar foi a origem das divindades, dem\u00f4nios, entidades e demais criaturas que faziam parte daquele esquema c\u00f3smico.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea lembra que eu falei de juntar um monte de mitologia no mesmo caldeir\u00e3o, deve perceber que nesse passo eu tive de lidar com muitos problemas, entre eles o principal sendo o da hierarquia, afinal, qual mitologia (ou religi\u00e3o, se voc\u00ea assim preferir) seria a correta e verdadeira? Eu tive de criar uma nova.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 algo a se pregar por a\u00ed nem a ser dito em voz alta pois o risco de parecer um louco \u00e9 iminente, mas com a estrutura de religi\u00e3o somada \u00e0 teogonia, cosmologia e cosmogonia, consegui fechar todos os detalhes necess\u00e1rios para dizer que o mundo enfim funcionaria de forma redonda.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez, n\u00e3o. N\u00e3o pense que debrucei sobre cada mitologia e religi\u00e3o pesquisando indefinidamente e amarrando todas as pontas que ficavam soltas nessa colcha de retalhos, o que fiz foi definir uma escala de acontecimentos e import\u00e2ncias, conex\u00f5es entre mitos e formas pelo qual o sincretismo ocorreria. Acreditem, sincretismo \u00e9 uma forma bem eficiente de se lidar com mitos nessas situa\u00e7\u00f5es. Logo, n\u00e3o esperem um trabalho de teologia que v\u00e1 apresentar uma verdade inexor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim eu retornei para a origem da ideia, os sete dem\u00f4nios e toda a g\u00eanese judaico-crist\u00e3 eram o que faltava para dar o \u00faltimo toque acre a esse prato. S\u00f3 faltava ent\u00e3o come\u00e7ar a escrever os contos? N\u00e3o, nomear esse mundo ainda era uma necessidade.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma similar a uma gesta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o o nomeei enquanto n\u00e3o veio \u00e0 luz, apenas tive formula\u00e7\u00f5es de nomes, listas enormes de varia\u00e7\u00f5es e concep\u00e7\u00f5es que podiam ser escolhidas quando enfim ele desse seu primeiro berro.<\/p>\n\n\n\n<p>E sim, agora s\u00f3 faltava escrever cada um dos seis contos que restaram e o ponto de partida de todos eles foi o Cutelo. Grande Cutelo, sujeito simples, aquele cara que n\u00e3o pensa muito, n\u00e3o tem grandes ambi\u00e7\u00f5es e simplesmente continua sua vida com a simplicidade de um dia ap\u00f3s o outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Tracei o plano para os contos, risquei algumas informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas sobre o mundo apenas para ter como ponto de partida e com tudo em mente escrevi as primeiras linhas do \u00faltimo conto, \u201cLady Hiroshima, a G\u00eanese\u201d. N\u00e3o foi por tentativa de fazer ser po\u00e9tico que o \u00faltimo fosse na verdade o primeiro, mas sim o desejo de que ele fosse o \u00faltimo ato onde a palavra IRA, pecado que ele carregaria, fosse expressa da melhor forma que eu pudesse conceber.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s essas primeiras linhas veio ao mundo \u201cO obsessor no caminho \u00edgneo do Bodisatva\u201d, seguido de \u201cBanquete de man\u00e1 e ora\u00e7\u00e3o \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o\u201d. Os dois foram escritos quase de forma paralela e neles foram utilizados pela primeira vez os preceitos do mundo ainda sem nome:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>N\u00e3o seria um mundo legal de se viver.<\/li>\n\n\n\n<li>O apocalipse n\u00e3o apenas j\u00e1 aconteceu, mas tamb\u00e9m trouxe consigo coisa pior;<\/li>\n\n\n\n<li>O mundo dos dem\u00f4nios fundiu-se com o a Terra mudando-a completamente e incluindo nisso a Mortalha que cobre o Sol.<\/li>\n\n\n\n<li>Manique\u00edsmo \u00e9 regra inicial, o bem perdeu a batalha e o mal impera atrav\u00e9s dos sete dem\u00f4nios que controlam o mundo.<\/li>\n\n\n\n<li>Tecnologias foram perdidas e a magia ressurgiu com for\u00e7a para dar algum al\u00edvio \u00e0 humanidade (e mais poder aos dem\u00f4nios).<\/li>\n\n\n\n<li>Outras tecnologias foram criadas em comunh\u00e3o com a magia fazendo com que o paradigma de realidade mudasse.<\/li>\n\n\n\n<li>O Inferno apenas come\u00e7ou&#8230;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Com esses preceitos, os dois contos foram conclu\u00eddos e entregues, personagens criados come\u00e7aram a mostrar sua verdadeira voz e eu pude descansar por algum tempo j\u00e1 que em seguida teria de entregar o Cutelo, e ele j\u00e1 estava quase pronto.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhei ent\u00e3o outros aspectos do mundo, descrevi melhor algumas situa\u00e7\u00f5es e fatos que serviriam de base para os pr\u00f3ximos contos e justificariam o que foi escrito nos anteriores e ent\u00e3o dei mais retoques no que texto seria enviado para Ira.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s as \u00faltimas marteladas, finalizei \u201cCutelo de Prata e a quest\u00e3o de Dandara\u201d eu pulei para \u201cAxis Mundi, a heran\u00e7a de Simha\u201d, ciente de que parte importante da mitologia constru\u00edda estava sendo escrita de forma objetiva e concreta, eliminando a possibilidade de mudar por qualquer motivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Funcionou bem, algumas ideias tidas no meio do caminho se sa\u00edram ainda melhor do que eu imaginava e os poucos buracos encontrados na estrutura do mundo foram preenchidos quando tomei coragem e decidi que mesmo que, a ideia daquele no momento n\u00e3o fosse a mais agrad\u00e1vel, era perfeita.<\/p>\n\n\n\n<p>Estavam vencidos Inveja, Gula, Lux\u00faria e Soberba e talvez esses an\u00fancios tenham me feito entrar na atmosfera do que viria a seguir: Pregui\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Procrastinar, a desculpa da maioria dos escritores \u00e9 na realidade parte integrante da religi\u00e3o universal de escrever, que aguarda o acontecimento da conjun\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria prop\u00edcia&nbsp; junto ao&nbsp; ritmo tel\u00farico correto para que algo seja esbo\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p>E mais alguns golpes foram dados nas pedras. Lapidando as caracter\u00edsticas necess\u00e1rias do escritor e fazendo com que ent\u00e3o nascesse \u201cBastardos, duas gatas e um V8 fumegante\u201d como uma real vit\u00f3ria sobre a Pregui\u00e7a e a compreens\u00e3o sobre a justa medida do que \u00e9 esfor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando menos percebi, eu j\u00e1 estava de frente ao sexto dem\u00f4nio, as trilhas sonoras dos outros contos j\u00e1 tinham sido formadas em minha mente e eu olhei novamente para essas refer\u00eancias, ouvi \u201cOpening&nbsp;The Gates of&nbsp;Hell\u201d de Wumpscut e sabia que o mundo sem nome j\u00e1 se movia sozinho, absorvendo as refer\u00eancias de forma autom\u00e1tica sem que eu sequer percebesse, agindo exatamente como um buraco negro fazia. Ora, estava bem pr\u00f3ximo da Avareza.<\/p>\n\n\n\n<p>Esquecer de&nbsp;Therion? Um erro explic\u00e1vel. A maioria dos \u00e1lbuns lan\u00e7ados desde Theli tem seu lugar cativo no meu dia a dia, no meu imagin\u00e1rio padr\u00e3o e autom\u00e1tico, logo n\u00e3o \u00e9 estranho que eu visse tanto de tantas m\u00fasicas expressadas em cada um dos contos e das caracter\u00edsticas do mundo. Era mais uma refer\u00eancia a ser colecionada e catalogada, mas esbo\u00e7\u00e1-la aqui criaria um sem n\u00famero de p\u00e1ginas que inviabilizaria sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A cole\u00e7\u00e3o estava enorme e me perder nela se tornara f\u00e1cil, logo, decidi que as refer\u00eancias teriam de ser conclu\u00eddas. Antes que eu resolvesse&nbsp;dar fim \u00e0 temporada de inspira\u00e7\u00f5es me lembrei de Sucker&nbsp;Punch, de filmes de Wu-Xia e outras maravilhas cinematogr\u00e1ficas com cegos obstinados, com mulheres de verdadeira for\u00e7a e s\u00f3 ent\u00e3o as refer\u00eancias (ao menos conscientes) estavam encerradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o nascimento de \u201cSegredos sob a \u00e9gide de Merc\u00fario\u201d tudo estava funcionando plenamente, sem que fosse necess\u00e1ria mais nenhuma incurs\u00e3o nessa realidade para entender \u201ccomo as coisas funcionam\u201d, meu papel de Demiurgo j\u00e1 estava definido e sagrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Faltava apenas um dem\u00f4nio, apenas um pecado e apenas um conto. O mesmo que eu iniciara quando o conceito para as sete antologias surgiu, aquele mesmo que eu trabalhara lentamente a cada pausa de deadline, com calma, dedica\u00e7\u00e3o, esfor\u00e7o e disciplina. Era a \u00faltima joia da coroa, um diamante de fogo que eu cultivara e por fim chegava a hora de ceifa-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Fiquei feliz e triste.<\/p>\n\n\n\n<p>O s\u00e9timo conto foi aprovado, todas as deadlines e seus dem\u00f4nios foram vencidos, mas percebi que aquilo apenas criara um espa\u00e7o vazio em meu interior. Faltava algo importante sem o qual eu n\u00e3o me daria por satisfeito: um nome.<\/p>\n\n\n\n<p>Como descrevi acima, o processo de worldbuilding n\u00e3o foi feito de forma exclusiva e isolada, em muitas das vezes nem mesmo intencional. Ele aconteceu de forma org\u00e2nica e natural, como resultado de uma ideia de jerico, animal t\u00e3o desprezado que me emprestou suas for\u00e7as e teimosia para martelar incansavelmente a muralha at\u00e9 ceder.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, um nome? O que n\u00e3o faltavam eram nomes. Foi s\u00f3 me lembrar do \u201cExorcismo de Emily Rose\u201d, quando o padre pergunta \u00e0 entidade dentro dela qual \u00e9 seu nome e ela responde:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNames?&nbsp;Names?&nbsp;One, two, three, four, five, six!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 ent\u00e3o o sacerdote toma ci\u00eancia do que est\u00e1 enfrentando e faz a pergunta certa:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAncient serpents, depart from this servant of God! Tell me your six names!\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Eu estava na mesma situa\u00e7\u00e3o, mas ao inv\u00e9s de seis, eu lidava com sete dem\u00f4nios. Criaturas que eu chamei de \u201cGregoraquinianos\u201d sintetizando o Papa Greg\u00f3rio e S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino. Sete entidades malditas que transformaram o mundo em um lugar de desola\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o, amargura, profana\u00e7\u00e3o viva. Onde o fogo nunca se apagava.<\/p>\n\n\n\n<p>O fogo que nunca se apaga, mencionado em Marcos 9:44-48.&nbsp; E ent\u00e3o em Mateus 10:28 dele veio a resposta a esse nome:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cN\u00e3o temais aqueles que matam o corpo, mas n\u00e3o podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na Geena.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Encarei os sete dem\u00f4nios e eles me encararam de volta, seus sete nomes me foram ditos como se fossem soprados pelas serpentes ancestrais e eis que os sete nomes quando vertidos em letra se mostraram: GEHENAH!<\/p>\n\n\n\n<p>Um local de pesadelos onde de fato a morte do corpo n\u00e3o \u00e9 o pior dos temores, mas sim o descanso que alma alguma pode conquistar.<\/p>\n\n\n\n<p>Um lugar onde o fogo que nunca se apaga est\u00e1 t\u00e3o espalhado pela Terra incinerando a f\u00e9 e a esperan\u00e7a que ningu\u00e9m ousa sonhar.<\/p>\n\n\n\n<p>Um inferno onde as pessoas desaprenderam a olhar para o alto em busca do fulgor do Sol, pois o mesmo encontra-se encoberto pela enorme Mortalha que transforma os dias ensolarados em eternas tardes cinzentas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um mundo onde eu jamais ousaria colocar o p\u00e9, principalmente por ter sido juiz e carrasco de tamanha realidade terr\u00edvel. Assim, o abismo olhou de volta para mim e sussurrou suas palavras, percebi que muito ainda teria de ser feito, pois, de fato, o inferno apenas come\u00e7ara&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo publicado originalmente na revista &#8220;R.I.P. 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